O sexto duelo entre as duas nações, o primeiro em solo mexicano, vai ficar para história como o jogo de reabertura do renovado e mítico Estádio Azteca e pouco mais, tal o futebol sem interesse que ambas as seleções acabaram por protagonizar no relvado.
Do lado de Portugal, pode-se salvar talvez a experiência de atuar na Cidade do México numa altitude de 2.240 metros, no que acabou por ser uma oportunidade falhada sobretudo para os ainda aspirantes ao Campeonato do Mundo, como Samu Costa, Gonçalo Guedes e Paulinho.
Como esperado, a equipa de Roberto Martínez acabou por ter maior domínio perante um México longe (muito longe) do potencial de outros tempos, mas a exibição lusa acabou por se resumir a uma bola ao poste de Gonçalo Ramos ainda na primeira parte.
De resto, com um total de 19 jogadores de campo utilizados, Portugal foi sempre uma equipa a ‘meio gás’, com poucas ideias ofensivas, quase nenhuma intensidade e uma completa falta de inspiração.
Nesse sentido, as ‘caras novas’, com a ambição de poder estar no Mundial2026, poderiam ter dado uma energia diferente à partida, mas tudo saiu ao contrário a Gonçalo Guedes, de regresso após quatro anos de ausência, com uma segunda parte desastrosa (difícil lembrar um lance positivo do extremo da Real Sociedad), e Paulinho, que no seu primeiro jogo desde 2020, tocou menos de uma dezena de vezes na bola.
Positivo só mesmo o guarda-redes Rui Silva, que somou a segunda internacionalização e novamente como titular, repetindo o feito de 2021, quando também ficou sem sofrer perante Israel (4-0).
Silva foi titular, assim como Samu Costa, este pela primeira vez, num ‘onze’ que teve Bruno Fernandes como capitão, devido às ausências de Cristiano Ronaldo e Bernardo Silva.
O México entrou com intensidade na partida, mas isso durou apenas 10 minutos, com Portugal a conseguir esconder a bola, no que acabaria por ser a sua melhor fase em todo o jogo, mesmo sem grande brilhantismo.
Félix ficou perto do golo na tentativa de chapéu, mas a melhor oportunidade acabou por ser de Gonçalo Ramos, que servido na área por Bruno Fernandes acabou por acertar no poste.
Na primeira parte, Rui Silva só teve sujar o equipamento para defender um remate rasteiro de Reyes.
A segunda metade arrancou com alterações do lado da equipa das ‘quinas’, com destaque para o regresso de Gonçalo Guedes e também para a segunda internacionalização do central Tomás Araújo.
Vitinha e João Neves também entraram e Portugal passou a ser dono e senhor do meio campo, embora sem capacidade para criar perigo, numa altura da partida marcada por algumas picardias entre os jogadores das duas seleções.
Mesmo assim, e já com Paulinho também em campo, foi mesmo o México que teve a melhor oportunidade da segunda parte, com Armando Gonzalez a falhar de forma escandalosa um cabeceamento na área lusa que tinha ‘selo’ de golo.
Do lado da equipa de Martínez, Pedro Neto ainda tentou o golo, mas foi impedido pelo pé esquerdo do guarda-redes do México, já nos descontos.
Lusa