A formação ‘encarnada’, tetracampeã nacional e líder destacada da Liga, foi superior ao Sporting durante quase todo o encontro, construindo mais jogo e dominando a partida, mas teve dificuldades em afinar a pontaria e ultrapassar a defensiva ‘leonina’ no último terço do terreno.
O equilíbrio pautou a primeira parte da partida, com o Benfica a ter um ligeiro ascendente sobre o Sporting, jogando de forma mais pensada e organizada. O Sporting, que após três presenças em finais continua sem títulos na competição, entrou de rompante, apostando no contra-ataque.
E foi numa jogada rápida que, aos seis minutos, Diana Silva conseguiu antecipar-se a Christy Ucheibe e correu para a baliza de Lena Pauels, mas perdeu força no remate.
Não demorou a retificar o erro, e dois minutos depois, num lance quase tirado a fotocópia, a avançada sportinguista voltou a deixar para trás uma defesa benfiquista e desferiu um pontapé forte para o fundo da baliza de Lena Pauels.
O golo ajudou o Benfica a libertar-se e dominar o meio-campo, empurrando o Sporting para o seu reduto, criando maior perigo pelas alas. Aos poucos, os lances de ataque das ‘encarnadas’ passaram a surgir com maior intensidade na grande área, com destaque para os pontapés de meia distância para tentar surpreender Hannah Seabert.
Aos 20 minutos, após marcação de um canto na direita do ataque encarnado, a bola sobrevoou a pequena área e foi parar a Carole Costa, que assistiu Laís Araújo, que cabeceou para o empate.
Os lances de perigo foram surgindo nas duas balizas, mas o resultado não se alterou no final da primeira parte.
O Benfica entrou no segundo tempo a arriscar mais, subiu mais no terreno e serviu-se, uma vez mais, dos remates de meia distância para tentar chegar ao golo, que teimava em não aparecer.
Percebendo que precisava de maior criatividade e frescura na sua equipa, Micael Sequeira colocou em campo Joana Martins e Telma Encarnação.
A avançada foi sem dúvida uma aposta ganha, apesar de não conseguir chegar ao golo, o que poderia acontecido aos 67 minutos. Telma Encarnação apareceu junto a Lena Pauels, mas a guarda-redes benfiquista teve a defesa da tarde.
Esta jogadora trouxe mais velocidade e contribuiu para desequilibrar, tendo sido a responsável pelos melhores lances do Sporting desde a sua entrada em campo.
Mas foram do Benfica os lances de maior perigo e as jogadas de maior insistência na baliza contrária, que, no entanto, não desfizeram o empate.
Mesmo perto do apito final, Jacynta Gala pisou Catarina Amado dentro da área. A árbitra não marcou grande penalidade de imediato, mas a falta acabou por ser assinalada após recurso ao VAR, com Carole Costa a converter, aos 89 minutos, a grande penalidade, que garantiu. Carole Costa não desperdiçou.
Lusa