João Pinheiro está no lote de 52 árbitros principais que vão dirigir os 104 jogos do Mundial2026, entre 11 de junho e 19 de julho, que conta com Portugal no Grupo K, juntamente com República Democrática do Congo, Colômbia e Uzbequistão.
Aos 38 anos, o ‘juiz’ natural de Vila Nova de Famalicão vai estrear-se em fases finais a nível sénior como árbitro principal, depois de ter estado presente no Europeu de sub-21, em 2023, e nos Mundiais de sub-17, em 2023, e de sub-20, em 2025.
Pinheiro já esteve no Euro2020, disputado em 2021 devido à pandemia de covid-19, mas apenas como videoárbitro (VAR), e na final da Liga dos Campeões de 2024/25, em que o Paris Saint-Germain venceu o Inter Milão (5-0), como quarto árbitro.
O advogado, promovido à primeira categoria em 2015, internacional desde 2016 e árbitro da categoria de elite da FIFA desde 2025, vai ter como assistentes Bruno Jesus e Luciano Maia.
O árbitro da associação de Braga, que esta época dirigiu a Supertaça Europeia, em que Paris Saint-Germain venceu o Tottenham no desempate por grandes penalidades, vai suceder a Pedro Proença, atual presidente da Federação Portuguesa de Futebol, como ‘juiz’ de campo na fase final de um Mundial.
Antes de Proença, em 2014, Portugal esteve representado com árbitros de campo por Vieira Costa (1954), Joaquim Campos (1958 e 1966), Saldanha Ribeiro (1970), António Garrido (1978 e 1982), Carlos Valente (1986 e 1990), Vítor Pereira (1998 e 2002) e Olegário Benquerença (2010).
Em 2018, Portugal não teve nenhum árbitro principal na Rússia, mas esteve representado por Artur Soares Dias e Tiago Martins, que desempenharam as funções de videoárbitro, enquanto no Mundial2022, no Qatar, não esteve nenhum luso.
Além de João Pinheiro, o árbitro setubalense André Narciso, de 43 anos, também estava na lista de pré-selecionados para a competição como videoárbitro, mas acabou por ficar fora do lote dos escolhidos.
A FIFA designou ainda 88 árbitros assistentes e 30 VAR, em representação de 50 federações de seis confederações, após um processo de seleção que durou mais de três anos e foi baseado na qualidade e consistência dos candidatos em competições internacionais e nacionais nas últimas épocas.
O diretor de arbitragem e presidente do Comité de Árbitros da FIFA, o italiano Pierluigi Collina, destacou a presença de mais 41 oficiais face à edição de 2022, disputada no Qatar, onde as mulheres arbitraram pela primeira vez, iniciando uma tendência que abrange seis ‘juízas’ em 2026.
“Os árbitros selecionados são os melhores do mundo. Eles receberam e continuarão a receber apoio integral dos nossos preparadores físicos e da equipa médica, incluindo fisioterapeutas e um especialista em saúde mental. O objetivo é garantir que estejam em ótimas condições físicas e mentais quando chegarem a Miami em 31 de maio [para um seminário preparatório de 10 dias]”, afirmou o antigo oficial, citado pelo organismo.
Os ‘juízes’ principais, os assistentes e as respetivas equipas de apoio vão permanecer em Miami depois do seminário, enquanto os VAR irão transitar para Dallas antes do torneio, no qual a tecnologia será importante para ajudar a tomada de decisões no relvado, a exemplo de Mundiais anteriores.
“Serão utilizadas a tecnologia da linha do golo e da bola conectada e uma versão avançada do fora de jogo semiautomático, enquanto, pela primeira vez na história, os adeptos poderão ver as coisas da perspetiva do árbitro em campo, graças ao uso de novas tecnologias”, concluiu Pierluigi Collina.
Lusa