Além do Nacional, que se absteve, os ‘encarnados’ foram o único clube a não ratificar a proposta da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) relativa ao procedimento para a venda dos direitos audiovisuais da I e II Liga no mercado doméstico.
Após o término da reunião magna, que contou com representantes de todos os clubes, mas sem a presença dos presidentes dos três ‘grandes’, na Liga Portugal Arena, no Porto, o líder do organismo, Reinaldo Teixeira, destacou o consenso conseguido por 31 das 33 sociedades desportivas.
“O Benfica tem uma posição clara, transparente e pública. No ano passado, o Benfica saiu da Liga Centralização, mas, mesmo tendo saído, foi sempre cooperante e participativo nos diálogos que mantivemos. […]”, explicou, em declarações à comunicação social.
Reinaldo Teixeira diz entender as preocupações do emblema da Luz, “a sociedade desportiva que hoje mais recebe”, mas não teme atritos no avanço da centralização dos direitos televisivos, obrigatória a partir de 2028/29 pelo decreto-lei n.º 22-B/2021, de 22 de março.
“O Benfica é a sociedade desportiva que hoje mais recebe e tem algum receio. Mas nós sentimos uma apetência superior pelo nosso produto, não só nos direitos nacionais como internacionais. […] A lei é para se cumprir e a Liga Portugal honra-se em cumprir a lei. E, numa votação com mais de 92% de aprovação, se havia alguma dúvida, a resposta está dada”, reiterou.
O presidente da Liga de clubes explicou ainda a abstenção do Nacional: “O Nacional tem uma proposta para a chave de distribuição e entendia que deveria ser votada em simultâneo com o documento da comercialização”.
O próximo passo será a apresentação do documento à Autoridade da Concorrência (AdC), onde constam, entre outras matérias, a definição dos leilões a realizar, o objeto da comercialização, e a vigência dos contratos, que, no primeiro ciclo da centralização, serão “até cinco anos”, confirmou Reinaldo Teixeira.
Após a aprovação pela AdC, o tema volta à esfera dos clubes para a discussão e votação da chave de distribuição, ou seja, a forma de repartir o montante centralizado pelos clubes dos dois principais escalões, algo que terá de acontecer até ao final da temporada, que finda a 30 de junho.
“Depois virá a chave de distribuição, que já foi aprovada na sua generalidade na Liga Centralização. Nos próximos dias e semanas, vamos dar o passo para que se marque mais uma assembleia para a sua aprovação”, concluiu.
Lusa