O Ministério Público confirmou hoje a existência de um inquérito a decorrer sobre alegadas interferências no setor da arbitragem do futebol e Marco Ferreira, ex-árbitro madeirense, não poupou nas palavras para criticar o presidente da FPF, Pedro Proença.
O antigo árbitro madeirense que abandonou a carreira em 2015 fala em “organizações secretas” constituídas por árbitros, em que chegou a participar, mas acrescentou “que não aceita fazer parte de “seitas” destinadas a promover o ego do líder”. Marco Ferreira terminou com um apelo a que se investigue.
«Iniciou-se a queda dos últimos “Moicanos”…
Moicanos — uma organização “secreta” liderada pelo atual presidente da FPF, na altura árbitro, onde tudo era discutido e decidido com a APAF.
Greves, boicotes a cursos de arbitragem, profissionalismo à medida do “chefe”, tabelas de prémios, etc.
O grupo era constituído apenas por árbitros internacionais, onde tive a infelicidade de participar algumas vezes, o suficiente para não aceitar fazer parte de “seitas” destinadas a promover o ego do líder e dos seus eternos seguidores.
Justiça seja feita: alguns internacionais, na altura, recusaram fazer parte de uma “organização” cujo objetivo nunca foi defender a arbitragem nem o futebol português.
Os eternos seguidores tiveram a sua recompensa com cargos na FPF…
Desde diretor técnico da arbitragem, assessores de arbitragem e Conselho de Arbitragem.
Aqueles que se opunham aos “arranjinhos” e bateram com a porta dos “Moicanos” simplesmente foram afastados da arbitragem e da FPF.
TIC TAC TIC TAC
Está na hora de acabar com esta palhaçada toda.
Investiguem…», escreveu o madeirense nas suas redes sociais.
O jornal Público revelou que a PJ recebeu uma participação com várias informações sobre o caso, em relação às nomeações dos árbitros e à forma como eram conhecidas, dando exemplos de casos concretos.