Américo Gouveia cumpriu um primeiro objetivo antes mesmo de o rali começar: estrear-se numa prova do Campeonato de Portugal de Ralis (CPR). Fê-lo navegado por Luís Neves, experiente navegador madeirense que contabiliza diversas presenças em provas disputadas no território continental.
Américo Gouveia participou na terceira prova do CPR com um Peugeot 208 Rally4.
A dupla madeirense concluiu a prova lisboeta na 38.ª posição da classificação geral, depois de algumas peripécias vividas ao longo das 11 especiais.
Em declarações à RTP, o piloto madeirense afirmou: “O objetivo principal foi atingido, que era acabar, e acabámos. Somámos todos os quilómetros possíveis e aproveitámos ao máximo a experiência.
De destacar, para além da dureza do rali, o elevado número de quilómetros em ligação. Fartámo-nos de rodar com o carro, mas ganhámos, sem dúvida, uma grande rodagem e conhecimento da viatura em várias situações. Percebemos que o Peugeot é fantástico e permite muito mais.”
O piloto madeirense frisou ainda: “Não posso deixar de referir que fui muito bem recebido no CPR. Houve malta que já conheço há imenso tempo e outros que conheci agora, mas sempre com um grande espírito de entreajuda, preocupados em saber se estava tudo a correr bem ou se precisávamos de alguma coisa. Muito, muito bom. Foram fantásticos mesmo.
Também não posso deixar de dizer que a Madeira é conhecida por todos os pilotos do CPR como palco de uma das melhores provas de asfalto do mundo. Aliás, o Abel Fernandes, da Sport & You, dizia-me isso ainda há instantes: que, para ele, é a melhor prova de asfalto do mundo. Fez também referência à qualidade das organizações das provas madeirenses. Estamos mesmo muito bem cotados.”
Já quanto ao Rali de Lisboa, explicou: “Hoje até foi muito mais calmo. Andámos melhor e com mais precaução porque queria mesmo terminar. Ainda assim, na ligação do último troço até Cascais, fiquei sem direção assistida. Rasgámos um tubo num dos saltos e perdemos todo o óleo da direção.
Juro que o carro fica inguiável, mas, mesmo não contando para a classificação, esta última especial tinha de ser cumprida. Não consigo descrever como consegui completar a especial. Devia ser a adrenalina no máximo, porque queria tanto terminar o rali que, com muito esforço, conseguimos fazê-lo. E não é que até correu muito bem?!
Recorri ao travão de mão em todos os sítios onde era possível para conseguir curvar melhor o carro sem grandes esforços. E não é que resultou tudo bem?! Foi incrível.”
O piloto mostrava-se satisfeito por ter conseguido terminar a prova lisboeta e deixava isso bem patente: “Quando nós queremos muito, tudo acontece, mas cheguei à meta com as mãos a tremer tanto que não sentia nada”, revelou entre algumas gargalhadas.
Na hora da despedida, Américo Gouveia fez questão de deixar alguns agradecimentos: “Queria também deixar um enorme agradecimento à malta da assistência do meu grande amigo Carlos Fernandes. Fomos tratados como reis. Uma equipa cinco estrelas e muito bem organizada, mesmo ao nível do Mundial. Até me senti um piloto oficial. Foi um rali duro, mas foi a coisa mais linda”, disse entre risos.
“E um grande obrigado ao meu navegador, Luís Neves, por me acompanhar em mais esta ‘loucura’ saudável.”