Segundo a diretora-geral da ANIL, Maria Cândida Marramaque, que falava numa audição à Associação Nacional dos Industriais de Laticínios, na Comissão de Agricultura e Pescas, na Assembleia da República, o consumo de leite e produtos lácteos em Portugal é de 62 litros ‘per capita’, e 98% da produção de leite é de vaca.
Na mesma intervenção, a diretora referiu que o queijo é o produto lácteo cujo consumo mais tem crescido na alimentação dos portugueses, e acrescentou que Portugal “tem uma importação de queijo muito grande” e que é necessário “proteger o queijo nacional”.
De acordo com dados apresentados pela dirigente da ANIL, o setor dos laticínios conta com 334 empresas, emprega cerca de 650.000 trabalhadores, dos quais 6.500 diretos, e atingiu um volume de negócios na ordem dos 1.822 milhões de euros, em 2024.
Maria Cândida Marramaque defendeu também a necessidade “de proteger os termos lácteos”, tendo em conta que existem bebidas vegetais e “produtos semelhantes a queijo” que confundem o consumidor.
Em relação à inovação no setor, a diretora-geral da ANIL disse que “os produtos que incorporam inovação estão a ser tributados a 23%” e apelou a que se baixe a taxa para 6%.
Ainda durante a intervenção, a dirigente referiu que o programa do leite escolar devia alargar-se às Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS), visto que neste momento apenas as instituições públicas é que estão abrangidas.
Lusa