O momento marcou o arranque das cerimónias centrais que hoje decorrem na ilha de Santiago, Cabo Verde, e que unem quatro países oprimidos pela violência da ditadura colonial portuguesa.
Segue-se uma sessão especial com os chefes de Estado e uma conferência sobre o campo de concentração pelo historiador Victor Barros.
Luís Fonseca, antigo embaixador cabo-verdiano, secretário executivo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) entre 2004 e 2008, usará da palavra como porta-voz dos presos políticos.
À tarde, os presidentes realizam uma visita guiada ao campo e as comemorações do dia terminam com um concerto com Mário Lúcio (Cabo Verde), Teresa Salgueiro (Portugal), Paulo Flores (Angola) e Karyna Gomes (Guiné Bissau), com entrada livre.
Um total de 36 pessoas morreu no campo, a maioria, 32 mortos, de nacionalidade portuguesa, que contestava o regime fascista. Foram presos na primeira fase do campo, entre 1936 e 1956.
A carcere reabriu em 1962 com o nome de Campo de Trabalho de Chão Bom, destinado a encarcerar anticolonialistas de Angola, Guiné-Bissau e Cabo Verde – altura em que morreram dois angolanos e dois guineenses.
A libertação de quem se opunha ao Estado Novo aconteceu poucos dias depois de o regime fascista ter sido derrubado com a revolução do 25 de Abril de 1974 em Portugal.
Lusa