"O INAC informa toda a comunidade aeronáutica que, por instruções do Executivo Nacional, a partir de 30 de agosto de 2021, durante as semanas flexíveis, se reiniciarão as operações aéreas nacionais para a aviação geral nos aeroportos nacionais", explica um comunicado divulgado na sua página na Internet.
Segundo o INAC, "as aeronaves que tenham cumprido os processos de avaliação de forma satisfatória (…) podem apresentar os planos de voo" nos escritórios correspondentes, assim como "toda a documentação de bordo".
"Da mesma forma, os tripulantes devem consignar as licenças, certificados médicos aeronáuticos atuais e suportes que endossem a experiência recente, a fim de cumprir todos os requisitos técnico-legais exigidos, tal como estabelecido na Lei da Aeronáutica Civil da República Bolivariana da Venezuela", explica.
O documento precisa que a partir de 27 de agosto de 2021 vai ser publicada, na página do INAC na Internet, a lista de aeronaves autorizadas por aquele organismo.
"No INAC continuaremos a assegurar o cumprimento rigoroso das normativas técnicas e legais em vigor, a fim de garantir a segurança operacional da aviação civil", conclui.
A restrição às operações aéreas na Venezuela começou em 12 de março de 2020, primeiro com os voos provenientes da Europa e da Colômbia, e depois a nível global. Pouco depois foram também restringidos os voos nacionais, com o propósito de travar a pandemia de Covid-19 no país.
Em junho de 2021 o INAC emitiu um comunicado a autorizar as operações aéreas para "os países irmãos" de Turquia, México, Bolívia, Panamá, Rússia e República Dominicana.
Em 06 de julho de 2021 o INAC autorizou a realização de algumas operações aéreas comerciais para 14 aeroportos venezuelanos, excetuando os Estados fronteiriços de Táchira (com a Colômbia) e de Bolívar (com o Brasil).
Desde março de 2020 que a Venezuela está em confinamento preventivo e atualmente tem um sistema de sete dias de flexibilização, seguidos de outros sete dias de confinamento rigoroso.
O país contabilizou 3.940 mortes e 328.550 casos da doença, desde o início da pandemia, de acordo com dados oficiais.