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Turistas repatriados para o Reino Unido após falência da Thomas Cook
Sociedade 24 set, 2019, 12:05

Turistas repatriados para o Reino Unido após falência da Thomas Cook

A Autoridade de Aviação Civil do Reino Unido já transportou 14.700 turistas dos 150.000 que se estima estarem fora do país.

Quase 15.000 turistas clientes do operador turístico britânico Thomas Cook, que anunciou falência na segunda-feira, já foram repatriados para o Reino Unido, informou a Autoridade de Aviação Civil do país.

A entidade anunciou que conseguiu transportar em 64 voos para o Reino Unido 14.700 turistas dos 150.000 que se estima estarem fora do país.

Hoje as autoridades britânicas esperam repatriar 16.800 pessoas em 74 voos, devendo o processo continuar nos próximos dias e até 06 de outubro.

A porta-voz da Autoridade de Aviação Civil britânica, Dairdre Hutton, disse hoje à BBC que a operação de repatriamento, considerada a mais importante desde a Segunda Guerra Mundial, teve um bom começo.

O objetivo é permitir que as pessoas em férias completem o seu descanso e sejam levadas para o Reino Unido na mesma data prevista para o seu regresso nas suas reservas.

"É uma operação de duas semanas, principalmente porque as pessoas saíram para férias de duas semanas, por isso queremos que todos aproveitem as suas férias", salientou Hutton.

Entretanto, as autoridades estão a avaliar a conduta dos executivos da empresa como parte da investigação sobre a falência do operador turístico, com 178 anos de história.

Depois do anúncio da Thomas Cook, 105 aviões ficaram em terra e 600.000 pessoas – das quais 150.000 são do Reino Unido – ficaram retidas em 51 destinos turísticos de 17 países.

A falência de Thomas Cook também afeta os seus 22.000 funcionários, 9.000 dos quais no Reino Unido.

O operador britânico Thomas Cook anunciou na segunda-feira a falência depois de não conseguir encontrar, durante o fim de semana, fundos necessários para garantir a sua sobrevivência, entrando em "liquidação imediata".

A situação financeira da empresa afetou clientes que gozam pacotes de férias organizados pela operadora de viagens e que não conseguiram sair dos hotéis e ‘resorts’ sem antes pagar a estada, apesar de já terem feito o pagamento à Thomas Cook.

A empresa tinha previsto assinar esta semana um pacote de resgate com o seu maior acionista, o grupo chinês Fosun, estimado em 900 milhões de libras (1.023 milhões de euros), mas tal foi adiado pela exigência dos bancos de que o grupo tivesse novas reservas para o inverno.

As dificuldades financeiras da empresa acumularam-se no ano passado, mas em agosto foram anunciadas negociações com o grupo chinês Fosun, que detém múltiplos ativos a nível mundial, nos setores de saúde, bem-estar, turismo (como o Clube Med), financeiro e até futebol (o clube inglês Wolverhampton Wanderers, treinado pelo português Nuno Espírito Santo).

Na segunda-feira, a Secretaria de Estado do Turismo portuguesa adiantou que há 500 pessoas afetadas no Algarve pela falência da Thomas Cook, citando dados da embaixada britânica.

O Governo português informou, através de um comunicado, que está a acompanhar os efeitos da falência do operador turístico Thomas Cook nos turistas e nas empresas nacionais, com particular atenção às regiões do Algarve e da Madeira.

Em relação aos turistas portugueses que tenham adquirido pacotes de férias da Thomas Cook, a secretaria de Estado do Turismo referiu que “foram já acionados os mecanismos de informação e apoio ao consumidor”.

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