A informação foi avançada pelo semanário Expresso, que dá conta de que a embarcação atravessou o estratégico Estreito de Ormuz no passado dia 26 de fevereiro, poucos dias antes da escalada militar desencadeada pelos ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão. Desde que entrou no Golfo Pérsico, o navio ainda não conseguiu abandonar a região.
De acordo com dados de rastreamento marítimo, o Monte Urbasa tem permanecido a navegar entre as águas do Catar e de Abu Dhabi, aguardando condições de segurança que permitam a saída do Golfo.
A situação reflete as dificuldades enfrentadas por vários petroleiros que operam na zona, considerada uma das rotas energéticas mais sensíveis do mundo. Apesar de ostentar bandeira portuguesa, o Monte Urbasa foi construído em Espanha e pertence a uma empresa espanhola.
Ainda assim, a embarcação está registada no Registo Internacional de Navios da Madeira (MAR), integrado no Centro Internacional de Negócios da Madeira, que permite a navios de diferentes proprietários operar sob bandeira portuguesa.
A permanência prolongada de petroleiros no Golfo Pérsico tem aumentado a preocupação entre operadores marítimos e mercados energéticos, numa região por onde passa uma parte significativa do petróleo comercializado a nível mundial.
Autoridades marítimas e companhias de navegação acompanham de perto a evolução da situação, enquanto aguardam uma estabilização das condições de segurança que permita o regresso das rotas marítimas à normalidade.