Num comunicado enviado à Lusa por volta das 05h45, a Polícia de Segurança Pública (PSP) disse ter conhecimento, até ao momento, de cinco feridos em Lisboa e seis no Porto. Entre os feridos há três polícias e oito manifestantes.
Um primeiro balanço, divulgado às 04h20, apontava para sete feridos, dos quais cinco em Lisboa e dois no Porto. Entre os feridos havia três polícias e quatro manifestantes, “sendo de salientar que um dos polícias foi ferido por um canídeo de um manifestante em Lisboa”, indicou a PSP.
A PSP especificou ainda que deteve 31 pessoas por desobediência, 25 em Lisboa e seis no Porto, sendo que irão ser todos ouvidos pela autoridade judiciária competente na segunda-feira.
A polícia indicou que foram removidas e apreendidas 171 tendas estruturas de acampamento pelas Polícias Municipais, das quais 117 em Lisboa e 54 no Porto.
“De referir ainda que, no Porto, foi apreendido um artigo de pirotecnia (petardo) na posse de um dos detidos, três latas de tinta (arremessada aos polícias) e uma embalagem de gás pimenta”, acrescentou.
No comunicado, a PSP indicou que a operação policial na Praça do Rossio, em Lisboa, e na Praça D. João I, no Porto, teve como objetivo a “reposição da legalidade na ocupação de espaços públicos”.
“Esta ação policial ocorreu na sequência da manutenção de manifestações ao longo do tempo, da ocorrência de danos em património público, e da necessidade de remover estruturas de acampamento instaladas sem a necessária autorização legal e em condições contrárias à legislação aplicável”, especificou.
Afirmando que as manifestações promovidas pela Acampada de Lisboa e Acampada do Porto foram comunicadas às autoridades competentes, a polícia ressalvou que essa “comunicação do exercício do direito de manifestação não dispensa o cumprimento das demais disposições legais”, nomeadamente quanto aos “limites temporais estabelecidos e às condições de utilização e ocupação do espaço público”.
A polícia referiu ainda que “desenvolveu todas as diligências” para que os manifestantes retirassem as tendas voluntariamente, mas “tornou-se necessária a intervenção policial” dado o “não acatamento das orientações transmitidas” de forma a “repor a legalidade e assegurar a utilização regular dos espaços públicos”.
“A PSP respeita e garante o exercício do direito de reunião e de manifestação, constitucionalmente consagrado”, mas o exercício destes direitos deve respeitar os “direitos dos restantes cidadãos”, acrescentou.
Lembrando que, no sábado, foram realizadas manifestações em várias cidades do país, que “decorreram dentro da normalidade”, a PSP “saúda a forma cívica e responsável como os participantes exerceram estes direitos, até à ocorrência nas Praças D. João I, no Porto, e D. Pedro IV, em Lisboa”.
Lusa