O balanço anterior referia que tinham sido mortos 648 manifestantes em 14 províncias no Irão desde 28 de dezembro, quando começaram os protestos.
A contestação visava inicialmente o custo de vida, num país sujeito a sanções económicas, mas depois tornou-se num protesto político contra as autoridades de Teerão.
A Organização dos Mujahedin do Povo do Irão, um grupo de oposição ao regime, que baseia os cálculos em fontes locais, hospitais e familiares de vítimas, estimou, por seu lado, que o número de mortos já atinja as 3.000 pessoas.
Segundo a associação não-governamental de notícias Human Rights Activists News Agency, com sede nos Estados Unidos – que se mostrou precisa nos balanços de distúrbios anteriores – 1.847 dos mortos nos protestos eram manifestantes e 135 estavam ligados ao Governo.
A organização adiantou ainda que nove crianças e mais nove civis foram mortos embora não estivessem a participar nos protestos.
O número de mortos pode, no entanto, ser muito maior, já que o Irão tem as comunicações de Internet e telefone restringidas pelo que é difícil verificar a totalidade dos dados.
O Governo iraniano não divulgou números totais de vítimas.
A repressão violenta das manifestações pelas autoridades iranianas já levou a várias condenações da comunidade internacional, tendo a presidente da Comissão Europeia prometido propor novas sanções contra os responsáveis.
Por seu lado, o Presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou a imposição de tarifas de 25% a qualquer país que faça negócios com o Irão.
Entre os vários países e entidades que condenaram a violência dos representantes da república islâmica, contam-se Portugal, Espanha, Reino Unido, Alemanha, França, o Conselho Europeu e a ONU.
Lusa