“Foi algo cataclísmico. Parecia a queda de um míssil”, declarou no local o governador republicano do estado, Ron DeSantis.
O acidente não fez vítimas em terra, detalhou o governador DeSantis.
Vários vídeos divulgados nas redes sociais e reproduzidos pelos meios de comunicação norte-americanos mostram a aeronave a cair vertiginosamente e a colidir com o solo a alta velocidade, transformando-se numa enorme bola de fogo à beira de uma estrada bastante movimentada.
O secretário dos Transportes norte-americano, Sean Duffy, declarou, na rede social X, que as nove pessoas que seguiam a bordo avião morreram.
A aeronave tinha levantado de Austin, no Texas, e seguia para as Bahamas quando se despenhou às 12h50 de domingo, no horário local (17h50 em Lisboa), no condado de Palm Beach — a cerca de dez quilómetros em linha reta de Mar-a-Lago, a luxuosa residência do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
O Presidente norte-americano tinha deixado o local ao final da manhã – no momento do acidente, estava a caminho do Iowa e do Kansas para dois comícios de campanha, na véspera das eleições intercalares, que se realizam na terça-feira.
A aeronave era um Learjet 60, um avião executivo. O aparelho caiu no bairro de Cresthaven, junto a um parque de casas móveis e cerca de 600 residentes tiveram de ser retirados e recolocados em abrigos, informaram as autoridades locais.
A autoridade de aviação dos EUA (FAA, na sigla em inglês) anunciou a abertura de uma investigação conjunta com o organismo federal de segurança nos transportes (NTSB, na sigla em inglês) para esclarecer as causas da tragédia.
Lusa