Saltar para o conteúdo
    • Notícias
    • Desporto
    • Televisão
    • Rádio
    • RTP Play
    • RTP Palco
    • RTP Zig Zag
    • RTP Ensina
    • RTP Arquivos
RTP Madeira
  • Notícias
  • Desporto
  • Especiais
  • Programas
  • Programação
  • + RTP Madeira
    Moradas e Telefones Frequências Redes de Satélites

NO AR
Imagem de Mais de dois terços das entidades do SNS «fortemente descapitalizadas»
Sociedade 24 mai, 2022, 15:35

Mais de dois terços das entidades do SNS «fortemente descapitalizadas»

Mais de dois terços das Entidades Públicas Empresariais (EPE) do Serviço Nacional de Saúde encontravam-se “fortemente descapitalizadas” no final de 2019 por acumulação de prejuízos operacionais, que assumem uma “natureza estrutural”, alerta o Tribunal de Contas (TdC).

“A descapitalização de muitas entidades do Serviço Nacional de Saúde (SNS), em especial das entidades do Setor Empresarial do Estado, tem como origem a acumulação de resultados líquidos negativos, a qual assume uma natureza estrutural nestas entidades”, avança uma auditoria de seguimento às contas consolidadas do Ministério da Saúde hoje divulgada.

O relatório adianta que esta situação não pode ser dissociada do modelo de financiamento, uma vez que, na maioria dos casos, os “contratos-programa são, à partida, desequilibrados, prevendo rendimentos insuficientes para fazer face aos gastos”.

No contraditório apresentado ao TdC, os ministérios das Finanças e da Saúde elencam os vários aumentos de verbas para o SNS e para hospitais, tanto em termos de dotações iniciais do orçamento, como de reforços para aumentos de capital, cobertura de prejuízos ou pagamento de dívidas a fornecedores.

Nesse sentido, o Governo apontou os 589 milhões de euros de reforço inicial do Orçamento do Estado de 2019, a maior parte para aplicar diretamente nos hospitais, a entrada de capital de cerca de 683 milhões para as entidades do SEE ligadas à saúde, assim como um montante de 300 milhões para a regularização de pagamentos em atraso.

Em 2020, segundo a resposta do Ministério das Finanças ao TdC, foram realizadas novas entradas de capital para o pagamento de dívida vencida das EPE do SNS num montante de 563 milhões de euros, o que “permitiu melhorar os recursos disponíveis para fazer face” às obrigações dessas entidades.

A redução dos pagamentos em atraso no SNS, em 2021, estava prevista no reforço do Orçamento de Estado em cerca de 470 milhões de euros, mas a pandemia da covid-19 “alterou profundamente o contexto da atividade hospitalar, tendo gerado pressões orçamentais acrescidas e afetado a estratégia definida para alcançar maior sustentabilidade financeira”, alega a resposta do executivo.

Segundo o TdC, mais de metade (53,7%) das EPE do SNS apresentavam um património líquido negativo e seis entidades, embora tivessem um património líquido positivo, já registavam, devido à acumulação de resultados negativos, o seu património líquido inferior a 50% do seu património ou capital inicial.

“Observa-se que mais de dois terços das EPE do SNS estavam fortemente descapitalizadas no final de 2019”, salienta o documento, ao avançar que algumas destas entidades apresentavam inclusivamente valores do seu património líquido inferiores a 50 milhões de euros negativos.

Nessa situação, estavam o Hospital Garcia de Orta (menos 58,7 milhões de euros), o Centro Hospitalar de Setúbal (menos 73,2 milhões), o Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (menos 106 milhões) e o Centro Hospitalar de Lisboa Central (menos 190,1 milhões).

Também as duas maiores administrações regionais de saúde se “encontravam numa situação em que o património líquido era negativo”, com a ARS de Lisboa e Vale do Tejo a apresentar um património líquido negativo de 40,4 milhões de euros e a ARS do Norte a registar 124,6 milhões.

“Em 2018 e 2019, todas as EPE do SNS apresentaram resultados líquidos negativos, o que sinaliza o caráter estrutural da situação de desequilíbrio económico” e a acumulação consecutiva de prejuízos nestas entidades “provoca uma erosão progressiva do seu património líquido”, alertou ainda o TdC, que tem auditado, desde o exercício de 2015, as contas consolidadas do Ministério da Saúde e do SNS e formulado recomendações.

A auditoria identificou também “atrasos significativos” no encerramento dos contratos-programa, com alguns contratos de 2015 ainda por encerrar em abril de 2022, o que gera “incerteza sobre os rendimentos e gastos associados aos contratos de cada ano e prejudica o seu papel enquanto instrumentos eficazes de gestão e financiamento”.

Além disso, “continua a não estar relevado contabilisticamente o passivo de 104 milhões de euros do Ministério da Saúde face à Caixa Geral de Aposentações” relativo a contribuições devidas dos anos de 2011 e 2012, adianta o relatório.

Apesar de os ministérios da Saúde e das Finanças e de a Administração Central do Sistema de Saúde darem conta de diversas iniciativas para executar as recomendações formuladas, o TdC constatou que a sua “implementação permanece aquém do esperado, pelo que subsistem riscos de distorção material nas contas consolidadas”.

Lusa

Pode também gostar

Imagem de Operadoras disponibilizam chamadas gratuitas para a Ucrânia

Operadoras disponibilizam chamadas gratuitas para a Ucrânia

Imagem de JPP quer estreitar a ligação a Canárias (vídeo)

JPP quer estreitar a ligação a Canárias (vídeo)

Imagem de A Câmara do Funchal aprovou hoje o pedido de empréstimo à banca no valor de 10 milhões de euros

A Câmara do Funchal aprovou hoje o pedido de empréstimo à banca no valor de 10 milhões de euros

Imagem de Caniçal parte para a nova temporada com expetativas

Caniçal parte para a nova temporada com expetativas

Imagem de Moção chumbada com abstenção do PCP e voto favorável do Chega

Moção chumbada com abstenção do PCP e voto favorável do Chega

Imagem de Centenas de portugueses morrem de covid

Centenas de portugueses morrem de covid

Imagem de Sporting dá a volta ao resultado e vence na receção ao Marselha

Sporting dá a volta ao resultado e vence na receção ao Marselha

Imagem de Covid-19: Farmacêuticos preparam-se para o cenário de vacinação massiva (Vídeo)

Covid-19: Farmacêuticos preparam-se para o cenário de vacinação massiva (Vídeo)

Imagem de França vai preparar sanções contra o Reino Unido

França vai preparar sanções contra o Reino Unido

Imagem de Despesa com regime fiscal para estrangeiros aumentou 7,5% em 2021

Despesa com regime fiscal para estrangeiros aumentou 7,5% em 2021

PUB

Siga-nos nas redes sociais

Siga-nos nas redes sociais

  • Aceder ao Facebook da RTP Madeira
  • Aceder ao Instagram da RTP Madeira

Instale a aplicação RTP Play

  • Descarregar a aplicação RTP Play da Apple Store
  • Descarregar a aplicação RTP Play do Google Play
  • Redes de Satélites
  • Frequências
  • Moradas e Telefones
Logo RTP RTP
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube
  • flickr
    • NOTÍCIAS
    • DESPORTO
    • TELEVISÃO
    • RÁDIO
    • RTP ARQUIVOS
    • RTP Ensina
    • RTP PLAY
      • EM DIRETO
      • REVER PROGRAMAS
    • CONCURSOS
      • Perguntas frequentes
      • Contactos
    • CONTACTOS
    • Provedora do Telespectador
    • Provedora do Ouvinte
    • ACESSIBILIDADES
    • Satélites
    • A EMPRESA
    • CONSELHO GERAL INDEPENDENTE
    • CONSELHO DE OPINIÃO
    • CONTRATO DE CONCESSÃO DO SERVIÇO PÚBLICO DE RÁDIO E TELEVISÃO
    • RGPD
      • Gestão das definições de Cookies
Política de Privacidade | Política de Cookies | Termos e Condições | Publicidade
© RTP, Rádio e Televisão de Portugal 2026