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Madeira regista o maior aumento da maternidade tardia
Sociedade 09 out, 2017, 19:15

Madeira regista o maior aumento da maternidade tardia

Em 2016, a proporção de nados-vivos de mães com idade igual ou superior a 35 anos era mais elevada na Região Autónoma da Madeira (33,9%).

As mulheres residentes nas regiões de Leiria e Coimbra, mas também no Cávado e áreas metropolitanas do Porto e Lisboa são as que têm o primeiro filho mais tarde, revela o Instituto Nacional de Estatística (INE).

De acordo com a 5ª edição do Retrato Territorial de Portugal, hoje disponibilizada pelo INE, entre 2011 e 2016 a idade média da mãe ao nascimento do primeiro filho aumentou em todas as regiões do país e, em 2016, situava-se acima da média nacional de 30,3 anos em 11 das 25 sub-regiões portuguesas, lideradas pela Região de Leiria e Região de Coimbra, com idades próximas dos 31 anos.

A Região Autónoma dos Açores mantinha-se, em 2016, como a região do país onde o nascimento do primeiro filho acontece mais cedo, com a idade média da mãe a situar-se abaixo dos 28 anos.

O INE sustenta ainda que se registou um aumento da maternidade tardia nas sete regiões do país e que, em 2016, a proporção de nados-vivos de mães com idade igual ou superior a 35 anos era mais elevada na Região Autónoma da Madeira (33,9%), na Área Metropolitana de Lisboa (33,5%) e no Centro (32,9%).

"A Região Autónoma dos Açores assinalava o valor mais baixo neste indicador (22,7%)", adianta, referindo igualmente que os territórios mais urbanizados "apresentavam uma maior incidência da maternidade tardia".

Por outro lado, no mesmo período de cinco anos, entre 2011 e 2016, o índice sintético de fecundidade diminuiu nas regiões autónomas e nas regiões Norte e Centro e, em 2016, "estas regiões registavam um valor abaixo do limiar de 1,3 filhos por mulher", considerado como o limiar de muito baixa fecundidade e abaixo da média nacional de 1,36.

A Área Metropolitana de Lisboa (1,63) e o Algarve (1,56) situavam-se, naquele período, acima do limiar de baixa fecundidade (1,5) e, de acordo com o INE, "o afastamento em relação ao valor de fecundidade que assegura a substituição das gerações [2,1 filhos por mulher em idade fértil] era mais elevado em sub-regiões do Norte e do Interior Centro do continente e na Região Autónoma da Madeira".

Já a proporção de nados vivos de mães de nacionalidade estrangeira era, entre 2012 e 2016, de 18,3% no Algarve (mais do dobro da média nacional de 8,9% do total de nascimentos) e de 16,8% na Área Metropolitana de Lisboa. As restantes regiões do país apresentavam valores inferiores à média nacional, registando a Região Autónoma dos Açores o valor mais baixo (2,1%), afirma o INE.

O Instituto Nacional de Estatística revela ainda que o nascimento do primeiro filho "tende a acontecer, em média, mais cedo para as mães de nacionalidade estrangeira do que para as mães de nacionalidade portuguesa em todas as regiões do continente" (28,6 anos para as mães de nacionalidade estrangeira e aos 30,5 anos de idade para as mães de nacionalidade portuguesa).

C/LUSA

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