“O Governo Regional vai avançar com a expansão do Sistema de Deteção de Incêndios Florestais ampliando a cobertura da rede de videovigilância com recurso a tecnologia mais avançada que irá assegurar a deteção precoce de fogos florestais, sendo sempre o objetivo primordial o de aumentar a segurança da nossa população e proteger o património natural da região”, afirmou o secretário regional de Equipamentos e Infraestruturas, citado em comunicado.
Pedro Rodrigues visitou hoje o Montado do Paredão, no Curral das Freiras, no interior da ilha da Madeira, onde a primeira fase do SDIFRAM já está em funcionamento, com nove câmaras de videovigilância operacionais.
A segunda fase do projeto, integrado no Sistema Regional de Monitorização de Riscos Naturais, visa ampliar a cobertura da rede de videovigilância a “praticamente toda a ilha da Madeira”, prevendo-se a conclusão dos trabalhos até ao final de 2027.
O governante indicou que o concurso público para aquisição e instalação do novo equipamento será lançando em breve.
De acordo com a Secretaria Regional de Equipamentos e Infraestruturas, o SDIFRAM permite avaliar e georreferenciar, em permanência, o risco de ocorrência de incêndios florestais, sobretudo em cenários de condições climatéricas adversas, com base na modelação numérica dos principais fatores que potenciam estes fenómenos.
“Os equipamentos conseguem detetar fogos com cerca de dois metros quadrados a uma distância até cinco quilómetros, dispondo ainda de capacidade de ampliação até dez quilómetros”, refere o comunicado, sublinhando que o sistema tem permitido reforçar os meios de vigilância e a capacidade de resposta operacional, contribuindo para a proteção de pessoas, bens e do património natural.
O Governo da Madeira prevê ainda a instalação de um Centro de Processamento de Dados na sede do Laboratório Regional de Engenharia Civil (LREC) e dois centros de comando e visualização – um no Serviço Regional de Proteção Civil, outro no Instituto da Florestas e Conservação da Natureza –, bem como onze serviços de visualização e acompanhamento ao nível dos serviços municipais de proteção civil.
“As infraestruturas a criar serão alimentadas por painéis solares e baterias, garantindo a sua operacionalidade mesmo em situações de risco, e estarão interligadas através de uma rede de telecomunicações proprietária, assegurando a transmissão contínua de dados até ao centro de processamento”, refere a secretária regional.
Lusa