“Queremos reforçar a companhia aérea nacional portuguesa como parte do Grupo Lufthansa e como a principal companhia aérea para o Atlântico Sul, tendo Lisboa como ‘hub’ estratégico”, afirmou Carsten Spohr, presidente executivo (CEO) da Lufthansa, citado num comunicado.
A parceria, segundo o CEO, permitiria “reforçar a posição de Lisboa como um ‘hub’ atlântico estrategicamente relevante na rede do Grupo Lufthansa”, ampliando a ligação entre a Europa e a América Latina, África e a América do Norte.
“Com a SWISS, Austrian Airlines, Brussels Airlines e ITA Airways, demonstrámos como a integração europeia no Grupo Lufthansa garante perspetivas de crescimento e desenvolvimento para os nossos mercados e ‘hubs’ de origem”, acrescentou.
O responsável referiu ainda que “a proposta do Grupo Lufthansa para Portugal vai, por isso, muito além de um investimento financeiro”, recordando que a companhia investe há várias décadas no país, criando empregos qualificados e ligando Portugal à Europa.
“O nosso interesse em adquirir uma participação na nossa parceira da Star Alliance, a TAP Air Portugal, constitui o passo lógico seguinte”, disse ainda, dando como exemplo a recente criação da ‘help alliance Portugal’, a primeira localização europeia da organização de solidariedade fora da Alemanha.
“Desta forma, o Grupo Lufthansa apresenta uma proposta que reúne dimensões estratégicas, industriais, sociais e financeiras”, acrescenta o comunicado.
A Air France-KLM e a Lufthansa entregaram hoje, no último dia do prazo, propostas vinculativas no processo de privatização da TAP, que entra na terceira e última etapa obrigatória, anunciou hoje a holding estatal Parpública.
O processo prevê a venda de até 49,9% do capital da TAP, dos quais 5% estão reservados aos trabalhadores, podendo a parcela não subscrita ser adquirida pelo investidor selecionado, ao abrigo de um direito de preferência.
A Lufthansa tem defendido o crescimento da TAP no mercado brasileiro, a expansão do ‘hub’ – plataforma giratória de distribuição de voos – de Lisboa e o reforço da operação no Porto.
O grupo alemão admite adquirir uma participação minoritária, mas pretende assegurar influência na gestão executiva da companhia.
A Lufthansa Technik está também a construir uma unidade industrial no parque empresarial Lusopark, em Santa Maria da Feira, dedicada à reparação e manutenção de componentes de aeronaves. O investimento está avaliado em centenas de milhões de euros e deverá criar mais de 700 empregos qualificados até 2027.
Depois da entrega das propostas vinculativas, a Parpública, gestora das participações do Estado, terá 30 dias para apresentar aos membros do Governo responsáveis pelas áreas das finanças e do transporte aéreo o relatório final, “salvo se houver lugar a pedidos esclarecimentos, a qualquer um dos proponentes, sobre as respetivas propostas, caso em que o referido prazo se suspende até que sejam prestados todos os esclarecimentos ou decorra o prazo que tenha sido fixado aos proponentes para o efeito”.
Poderá depois seguir-se uma fase opcional de negociações para melhorar as propostas, antes da escolha do investidor.
Lusa