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Israel ataca 70 alvos do Hezbollah no Líbano e mata líder regional da Jihad Islâmica
Foto: EPA
Sociedade 2 mar, 2026, 19:44

Israel ataca 70 alvos do Hezbollah no Líbano e mata líder regional da Jihad Islâmica

Israel anunciou hoje ter atingido mais de 70 alvos do Hezbollah no Líbano e ter abatido o chefe do braço armado da Jihad Islâmica palestiniana em território libanês, indicaram fontes oficiais israelitas e do movimento.

“Há pouco, o Exército israelita realizou uma vasta série de ataques contra alvos da organização terrorista Hezbollah no sul do Líbano” e “mais de 70 armazéns de armas, locais de lançamento e lançadores de mísseis” pertencentes ao movimento xiita libanês pró-iraniano “foram destruídos em vários pontos”, segundo um comunicado militar.

Os ataques israelitas no Líbano já provocaram 52 mortos e 154 feridos, segundo um novo balanço oficial. O anterior dava conta de 31 mortos e 149 feridos.

Por outro lado, o movimento palestiniano aliado do Hamas e do Hezbollah libanês admitiu que os ataques israelitas na periferia sul de Beirute provocaram a morte ao chefe do braço armado da Jihad Islâmica palestiniana no Líbano.

Adham Adnan al-Othman foi morto “numa agressão sionista que visou a periferia sul de Beirute na madrugada de segunda-feira”, indicaram, em comunicado, as Brigadas Al-Quds, braço armado da Jihad Islâmica palestiniana.

Em Beirute, começaram a ouvir-se hoje à noite violentas explosões, com a agência nacional de informação local a dar conta de novos ataques israelitas contra a periferia sul, bastião do Hezbollah pró-iraniano.

A equipa da agência noticiosa France-Presse (AFP) ouviu várias explosões a ecoarem na capital do Líbano.

Entretanto, o Hezbollah denunciou hoje a decisão sem precedentes do Governo libanês de proibir as atividades militares no movimento, considerando que seria melhor opor-se aos ataques de Israel, que bombardeia os bastiões da formação pró-iraniana.

Num comunicado, o líder do bloco parlamentar do Hezbollah, Mohammad Raad, denunciou “as fanfarronices do governo” e criticou a decisão, que surge “enquanto os libaneses esperavam uma medida que viesse a rejeitar a agressão” de Israel.

Num anúncio após uma reunião do executivo, o primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam, proibiu as atividades militares do Hezbollah e exigiu que o grupo entregue as armas ao Estado.

Salam anunciou “a proibição imediata de todas as atividades militares e de segurança do Hezbollah”, exigindo que o grupo xiita “entregue as armas ao Estado libanês” e se limite a ações políticas.

A decisão surgiu depois de o Hezbollah ter lançado foguetes contra Israel, arrastando o Líbano para o conflito regional deflagrado com os ataques dos Estados Unidos e Israel contra o Irão no fim de semana.

O movimento xiita libanês Hezbollah, apoiado pelo Irão, prometeu confrontar a agressão dos Estados Unidos e Israel contra o Irão. O grupo afirmou ter disparado mísseis e drones contra Israel pela primeira vez neste conflito.

O exército israelita retaliou e anunciou ter atacado alvos do Hezbollah “em todo o Líbano”, ordenando a retirada de residentes de cerca de 50 aldeias.

“Nada no terreno justifica uma iminente invasão terrestre [no Líbano], nem preparativos nesse sentido”, disse o tenente-coronel Nadav Shoshani, porta-voz internacional do exército israelita. O chefe do exército israelita afirmou que os ataques no Líbano podem durar “muitos dias”.

 

Lusa

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