As forças israelitas estão a “operar dentro do território libanês para criar uma linha de defesa avançada”, disse Katz num vídeo divulgado pelo seu gabinete.
“As cinco pontes sobre o rio Litani que eram utilizadas pelo [grupo xiita libanês] Hezbollah para contrabandear terroristas e armas foram destruídas e [o Exéricto] vai controlar as outras pontes e a zona de segurança até ao Litani”, acrescentou.
O ministro israelita referiu que “as centenas de milhares de pessoas do sul do Líbano”, que foram deslocadas para o norte do país, não vão retornar às suas casas até que “a segurança dos habitantes do norte de Israel esteja garantida”.
Katz afirmou que o Exército está a intervir para assumir o controlo de aldeias libanesas junto à fronteira, que considera “verdadeiros postos avançados terroristas”.
Segundo o ministro, esta ação segue o “modelo de Rafah e Beit Hanoun em Gaza” – cidades localizadas respetivamente no sul e no norte do território palestiniano devastado por mais de dois anos de guerra entre Israel e o movimento islamita Hamas – e tem como objetivo de “eliminar as ameaças que pesam” sobre as comunidades israelitas.
Posteriormente, o Exército israelita afirmou, em um comunicado, que tinha atacado durante a noite “outro importante ponto de travessia utilizado pelos terroristas do Hezbollah para se deslocarem do norte para o sul do rio Litani”.
O Hezbollah atacou Israel em 02 de março, em apoio ao Irão e para vingar a morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, que foi morto no primeiro dia dos ataques aéreos norte-americanos e israelitas contra Teerão, em 28 de fevereiro.
Desde então, Israel tem lançado ataques de retaliação através de uma vasta campanha de bombardeamentos contra o Líbano e uma incursão terrestre numa zona tampão ao longo da fronteira. Mais de mil pessoas morreram e mais de um milhão de habitantes foi deslocado no Líbano desde o início deste conflito.
Lusa