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Sociedade 12 set, 2018, 17:41

Governo da Madeira autoriza pesca em área protegida dentro dos limites previstos

A pesca convencional e lúdica na Área Protegida da Ponta do Pargo, ilha da Madeira, continua a ser permitida dentro dos limites previstos na legislação, indicou hoje a secretária do Ambiente e Recursos Naturais, durante uma visita ao local (Vídeo)

"Estamos convencidos que a pesca, dentro dos limites previstos na legislação, contribui para a conservação da natureza. O problema é sempre a sobre-exploração dos recursos", disse Susana Prada, a bordo de uma embarcação que hoje percorreu a mais recente zona protegida da região autónoma, localizada entre os concelhos da Calheta e do Porto Moniz (oeste/norte).

A governante sublinhou que a conservação da natureza é compatível com a fruição dos espaços protegidos, pelo que a pesca na Área Protegida da Ponta do Pargo – sobretudo peixe-porco, pargo, lapas e caramujos – continua autorizada, mas sujeita a uma fiscalização mais intensa.

A Área Protegida da Ponta do Pargo foi criada por decreto regional (n.º 19/2018/M) e é constituída por três tipologias: a arriba, as fajãs e o parque marinho.

Em relação à área terrestre (arriba e fajãs), estende-se para leste da Ribeira do Tristão, concelho do Porto Moniz, até ao Ribeiro Velho, concelho da Calheta, e apresenta um relevante património natural cujas particularidades se revestem de "elevado interesse" ecológico, científico, pedagógico e turístico.

Nesta área, salienta-se a existência de formações vegetais naturais, zonas de nidificação e repouso da avifauna terrestre e marinha e ainda o património cultural presente nas várias fajãs, nomeadamente os pois (socalcos com muros de pedra emparelhada) e os palheiros (pequenos armazéns para abrigar animais e alfaias).

"A arriba foi classificada como monumento natural, porque é importante do ponto de vista geológico e por aqui pode-se ver muito da história geológica da Madeira", explicou Susana Prada.

A governante disse, por outro lado, que as fajãs, formadas a partir de desmoronamentos ao longo da arriba, foram utilizadas no passado para a agricultura, pelo que mereceram a classificação como paisagem protegida.

O Parque Marinho acompanha, por seu lado, o monumento natural e a paisagem protegida até à batimétrica de 50 metros de profundidade.

"O objetivo do Governo Regional ao criar áreas protegidas é, em primeiro lugar, valorizar o património natural e cultural", disse Susana Prada, sublinhando que, desde modo, é possível "atrair mais visitantes e dinamizar a economia".

LUSA

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