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Imagem de É prematuro para qualquer país «declarar vitória» ao coronavírus
Sociedade 01 fev, 2022, 17:57

É prematuro para qualquer país «declarar vitória» ao coronavírus

A Organização Mundial de Saúde (OMS) alertou hoje ser prematuro que qualquer país «declare vitória» à pandemia, alegando que, desde o surgimento da variante Ómicron, já foram registadas mais de 90 milhões de infeções pelo coronavírus SARS-CoV-2.

“É prematuro para qualquer país se render ou declarar vitória” em relação à pandemia de covid-19, afirmou o diretor-geral da OMS, em conferência de imprensa, poucos dias depois de ter passado dois anos da declaração de emergência pública de preocupação internacional.

Segundo Tedros Adhanom Ghebreyesus, desde que a variante Ómicron foi identificada, apenas há 10 semanas, quase 90 milhões casos de infeção foram registados pela organização, “mais do que foi reportado em todo o ano de 2020”.

“Estamos a assistir a um aumento preocupante de mortes em muitas regiões do mundo”, alertou Tedros Adhanom Ghebreyesus, que se manifestou ainda preocupado com a “narrativa que está a vingar em alguns países” que, por causa das vacinas e da alta transmissibilidade e reduzida severidade da Ómicron, prevenir a transmissão “não é mais possível ou necessário” para prevenir a transmissão do vírus.

“Nada podia estar mais longe da verdade”, salientou o diretor-geral da OMS, dizendo que a organização não apela a que os países regressem aos confinamentos, mas que “protejam as suas populações usando todas as ferramentas à sua disposição” para combater a pandemia.

De acordo com Tedros Adhanom Ghebreyesus, a OMS está atualmente a acompanhar a evolução de várias linhagens da variante Ómicron, incluindo a BA.2 que também já foi detetada em Portugal.

“Os países necessitam de continuar a testar, a fazer vigilância e sequenciação” do coronavírus, defendeu o diretor-geral da OMS.

A responsável técnica da Organização Mundial da Saúde (OMS) para a pandemia adiantou que esta linhagem da Ómicron está a registar uma crescente circulação em países como a Dinamarca e Índia, mas salientou que os dados disponíveis ainda são escassos.

“Temos uma boa vigilância a nível mundial para entender as subvariantes da Ómicron. Estamos a trabalhar com milhares de especialistas de todo o mundo para rastrear este vírus e suas as linhagens, incluindo BA.2, para percebermos melhor as alterações”, assegurou Maria Van Kerkhove.

A covid-19 provocou pelo menos 5.671.154 de mortes em todo o mundo desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência France-Presse.

Em Portugal, desde março de 2020, morreram 19.968 pessoas e foram contabilizados 2.690.690 casos de infeção, segundo a última atualização da Direção-Geral da Saúde.

A doença respiratória é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detetado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China.

A nova variante Ómicron, classificada como preocupante e muito contagiosa pela Organização Mundial da Saúde (OMS), foi detetada na África Austral e, desde que as autoridades sanitárias sul-africanas deram o alerta em novembro, tornou-se dominante em vários países, incluindo em Portugal.

C/Lusa

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