Saltar para o conteúdo
    • Notícias
    • Desporto
    • Televisão
    • Rádio
    • RTP Play
    • RTP Palco
    • RTP Zig Zag
    • RTP Ensina
    • RTP Arquivos
RTP Madeira
  • Notícias
  • Desporto
  • Especiais
  • Programas
  • Programação
  • + RTP Madeira
    Moradas e Telefones Frequências Redes de Satélites

NO AR
Covid é mais severa em quem tem desequilíbrio da flora intestinal
Sociedade 26 jun, 2021, 11:59

Covid é mais severa em quem tem desequilíbrio da flora intestinal

Uma investigação portuguesa em doentes com Covid-19 concluiu que a infeção é mais severa em pessoas que têm desequilíbrio da flora intestinal, fortalecendo a importância do microbiota no sistema imunitário.

Em declarações à agência Lusa, a investigadora Conceição Calhau, da NOVA Medical School e da unidade de investigação CINTESIS, que coordenou este trabalho, explicou que a equipa concluiu “que a severidade [da infeção] sendo maior, a diversidade do microbiota intestinal era menor”.

“Há três tipos de desequilíbrio da flora intestinal: ou temos mais patogénicos, ou menos dos que são bons, ou então temos um terceiro, que é muito frequente, que é ter menos de tudo, portanto, menor diversidade”, disse a investigadora, explicando que a maior monotonia de bactérias se deve muitas vezes à “rotina de estilos de vida errados e que vão potenciando sempre as mesmas bactérias a estarem presentes”.

“As outras todas começam a ficar enfraquecidas se não tem substrato no fundo para viverem”, acrescentou.

Este estudo, financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) e pela Biocodex, é o primeiro realizado na Europa sobre o impacto da microbiota (conjunto de bactérias) intestinal na severidade da Covid-19 e envolveu 115 portugueses com diagnóstico da doença em diversos hospitais de norte a sul do país. Decorreu entre abril e julho de 2020.

“A transmissibilidade do vírus era enorme, mas os sintomas e a doença da Covid, sobretudo nos quadros mais severos, eram uma percentagem menor e estávamos a falar de indivíduos com obesidade, com hipertensão e com diabetes. (…). De facto, aqueles que têm em comum uma alteração da flora intestinal”, explicou Conceição Calhau.

Em declarações à Lusa nas vésperas do Dia Mundial da Microbiota, que se assinala no domingo, a especialista contou: “Nós temos percebido que estes seres que convivem connosco, principalmente esta parte da flora intestinal, as bactérias no intestino, têm um papel muito importante metabólico, ou seja, aquilo que são os nossos estilos de vida e a nossa alimentação vai alterando estes microrganismos de forma a associar-se depois à obesidade, à diabetes, às doenças cardiovasculares, ao cancro, etc”.

Conceição Calhau lembra igualmente que o desequilíbrio da microbiota está muito associado a quadros inflamatórios e que, por isso, doenças como a diabetes ou a obesidade têm em comum “um processo de inflamação crónica de baixo grau”.

“Sabe-se já que esta característica da microbiota, que é uma disbiose, um desequilíbrio, está fortemente associada a esta resposta inflamatória e, por outro lado, a própria capacidade do sistema imunitário de resposta é diferente porque as bactérias no nosso organismo vão estando em tudo o que é contacto com o meio exterior e o nosso organismo. Estão em locais de barreira e o intestino é um deles”, afirmou.

Sublinha ainda a importância destas bactérias para “apresentarem ao sistema imunitário aquilo que é a informação mais importante”.

“Vão apresentar ao organismo aquilo que efetivamente é bom, que não é bom, ou seja, o que é que do próprio, e o organismo sabe reconhecer, e aquilo que não é do próprio. E no que não é do próprio, aquilo que é ou não uma ameaça”, explicou a investigadora.

Conceição Calhau insiste na importância deste equilíbrio: “O sistema imunitário vai-se desenvolvendo muito nesta sintonia com estes microrganismos”.

Referindo-se às conclusões da investigação que coordenou, Conceição Calhau exemplificou: “Para uma diversidade inferior a 2.2, o risco de ter um quadro severo é 2,85 vezes maior. (…) De facto, se tenho microbiota com índice de diversidade menor significa que tenho muito maior risco para ter um desenvolvimento menos positivo da doença e, portanto, quadros mais severos”.

Nos doentes envolvidos no estudo havia “uma impressão digital de microbiota”, afirmou a especialista, sublinhando: os que estavam internados “tinham muito mais bactérias, que utilizam mais as proteínas animais como substrato energético, e muito menos daquelas que utilizam as fibras e que são as que produzem compostos que são protetores para o organismo”.

Disse ainda que não tem dúvidas de que com a pandemia as pessoas ficaram mais sensíveis relativamente a assuntos relacionados com a alimentação e os estilos de vida.

“Em termos científicos e médicos a microbiota intestinal é o assunto dos últimos 15 anos. Começou com a sua forte ligação à obesidade e já estamos na sua forte ligação às doenças mentais”, afirmou a investigadora, frisando: “Isto também vem reforçar que temos que cuidar destes microrganismos desde cedo”.

C/Lusa 

Pode também gostar

Pré-triagem telefónica para grávidas antes de recorrerem às urgências arranca hoje

Pré-triagem telefónica para grávidas antes de recorrerem às urgências arranca hoje

Preços baixam no último ano na Madeira

Preços baixam no último ano na Madeira

Merkel pede aos EUA que permitam exportações de vacinas

Merkel pede aos EUA que permitam exportações de vacinas

Corredor indicado para retirar civis estava minado

Corredor indicado para retirar civis estava minado

Kits de robótica para todas as escolas (áudio)

Kits de robótica para todas as escolas (áudio)

Associação para Pessoas com Autismo promoveu conferência na Escola Gonçalves Zarco

Associação para Pessoas com Autismo promoveu conferência na Escola Gonçalves Zarco

Covid-19: Aumento dos internamentos nas últimas 24 horas

Covid-19: Aumento dos internamentos nas últimas 24 horas

Aeroporto da Madeira foi o que mais cresceu no tráfego aéreo em junho, a nível nacional (áudio)

Aeroporto da Madeira foi o que mais cresceu no tráfego aéreo em junho, a nível nacional (áudio)

Menos processos junto das comissões de proteção de crianças e jovens

Menos processos junto das comissões de proteção de crianças e jovens

Cerca de 60% dos professores tem mais de 50 anos (vídeo)

Cerca de 60% dos professores tem mais de 50 anos (vídeo)

PUB

Siga-nos nas redes sociais

Siga-nos nas redes sociais

  • Aceder ao Facebook da RTP Madeira
  • Aceder ao Instagram da RTP Madeira

Instale a aplicação RTP Play

  • Descarregar da Apple Store
  • Descarregar do Google Play
  • Redes de Satélites
  • Frequências
  • Moradas e Telefones
Logo RTP RTP
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube
  • flickr
    • NOTÍCIAS
    • DESPORTO
    • TELEVISÃO
    • RÁDIO
    • RTP ARQUIVOS
    • RTP Ensina
    • RTP PLAY
      • EM DIRETO
      • REVER PROGRAMAS
    • CONCURSOS
      • Perguntas frequentes
      • Contactos
    • CONTACTOS
    • Provedora do Telespectador
    • Provedora do Ouvinte
    • ACESSIBILIDADES
    • Satélites
    • A EMPRESA
    • CONSELHO GERAL INDEPENDENTE
    • CONSELHO DE OPINIÃO
    • CONTRATO DE CONCESSÃO DO SERVIÇO PÚBLICO DE RÁDIO E TELEVISÃO
    • RGPD
      • Gestão das definições de Cookies
Política de Privacidade | Política de Cookies | Termos e Condições | Publicidade
© RTP, Rádio e Televisão de Portugal 2026