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Covid-19: Portugal quer chegadas ao Reino Unido sem quarentena o mais breve possível
Sociedade 17 jul, 2020, 17:40

Covid-19: Portugal quer chegadas ao Reino Unido sem quarentena o mais breve possível

A Secretária de Estado das Comunidades Portuguesas, Berta Nunes, disse hoje querer ver “ultrapassada com a maior brevidade possível” a quarentena imposta pelo Reino Unido aos portugueses que cheguem àquele país.

Berta Nunes explicou que o Reino Unido está “a criar algumas dificuldades” e que os emigrantes que viajam para Portugal, ao regressarem, têm de fazer quarentena, esperando ver essa situação alterada.

“Temos o problema do Reino Unido que esperamos vir a poder ultrapassá-lo com a maior brevidade possível”, destacou.

“Na verdade, no Reino Unido, também há surtos todos os dias e o que nós temos são surtos que estão controlados, não temos uma situação pandémica descontrolada, por isso Portugal é um país seguro”, frisou.

A governante falava após a assinatura de protocolos relativos à criação dos Gabinetes de Apoio aos Emigrantes (GAE) do Alto Tâmega e Barroso, que decorreu em Montalegre, no distrito de Vila Real.

Para a secretária de Estado, a mensagem para a comunidade portuguesa no estrangeiro é muito clara: “Venham, Portugal é um país seguro e são bem-vindos”.

Berta Nunes alertou, no entanto, para que sejam cumpridas as “regras de segurança” em vigor em Portugal.

Para a governante, Portugal tem “muitos poucos casos” e tem surtos, tal como está a acontecer em todos os países.

A secretária de Estado realçou ainda que nos países onde estão as maiores comunidades de portugueses, à exceção do Reino Unido, estes podem viajar para Portugal e regressar “sem qualquer problema”.

Referindo-se a países como a Alemanha, Suíça, França ou Luxemburgo, a governante explicou ainda que a Bélgica impõe algumas condicionantes para o regresso de portugueses de algumas zonas de Lisboa.

Berta Nunes sublinhou também que os emigrantes têm “um grande desejo” de viajar para Portugal e que apenas não vêm se não puderem.

“Alguns referiram que têm situações de maior fragilidade económica e não têm dinheiro para fazer a viagem, ou devido a situações no trabalho, por pressão do patrão, para que não venham porque há sempre alguma incerteza”, referiu.

Portugal foi excluído dos “corredores de viagem internacionais” com destinos turísticos que o Reino Unido abriu para permitir aos britânicos passarem férias sem cumprir quarentena no regresso.

O sistema divulgado em 03 de julho e que entrou em vigor em 10 de julho permite evitar que quem chegue destes países tenha de ficar 14 dias em isolamento, como acontece atualmente com todas as pessoas que chegam a Inglaterra do estrangeiro, ou arriscam uma multa de mil libras (1.100 euros).

Mesmo assim, todas as pessoas que chegam têm de preencher um formulário com os contactos pessoais e informações sobre o local onde vão ficar alojadas.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 590 mil mortos e infetou mais de 13,83 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 1.682 pessoas das 48.077 confirmadas como infetadas, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

DYMC (BM) // LFS

Lusa/FimCovid-19: Portugal quer chegadas ao Reino Unido sem quarentena o mais breve possível
Covid-19: Portugal quer chegadas ao Reino Unido sem quarentena o mais breve possível
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Montalegre, Vila Real, 17 jul 2020 (Lusa) – A secretária de Estado das Comunidades Portuguesas, Berta Nunes, disse hoje querer ver “ultrapassada com a maior brevidade possível” a quarentena imposta pelo Reino Unido aos portugueses que cheguem aquele país.

Berta Nunes explicou que o Reino Unido está “a criar algumas dificuldades” e que os emigrantes que viajam para Portugal, ao regressarem, têm de fazer quarentena, esperando ver essa situação alterada.

“Temos o problema do Reino Unido que esperamos vir a poder ultrapassá-lo com a maior brevidade possível”, destacou.

“Na verdade, no Reino Unido, também há surtos todos os dias e o que nós temos são surtos que estão controlados, não temos uma situação pandémica descontrolada, por isso Portugal é um país seguro”, frisou.

A governante falava após a assinatura de protocolos relativos à criação dos Gabinetes de Apoio aos Emigrantes (GAE) do Alto Tâmega e Barroso, que decorreu em Montalegre, no distrito de Vila Real.

Para a secretária de Estado, a mensagem para a comunidade portuguesa no estrangeiro é muito clara: “Venham, Portugal é um país seguro e são bem-vindos”.

Berta Nunes alertou, no entanto, para que sejam cumpridas as “regras de segurança” em vigor em Portugal.

Para a governante, Portugal tem “muitos poucos casos” e tem surtos, tal como está a acontecer em todos os países.

A secretária de Estado realçou ainda que nos países onde estão as maiores comunidades de portugueses, à exceção do Reino Unido, estes podem viajar para Portugal e regressar “sem qualquer problema”.

Referindo-se a países como a Alemanha, Suíça, França ou Luxemburgo, a governante explicou ainda que a Bélgica impõe algumas condicionantes para o regresso de portugueses de algumas zonas de Lisboa.

Berta Nunes sublinhou também que os emigrantes têm “um grande desejo” de viajar para Portugal e que apenas não vêm se não puderem.

“Alguns referiram que têm situações de maior fragilidade económica e não têm dinheiro para fazer a viagem, ou devido a situações no trabalho, por pressão do patrão, para que não venham porque há sempre alguma incerteza”, referiu.

Portugal foi excluído dos “corredores de viagem internacionais” com destinos turísticos que o Reino Unido abriu para permitir aos britânicos passarem férias sem cumprir quarentena no regresso.

O sistema divulgado em 03 de julho e que entrou em vigor em 10 de julho permite evitar que quem chegue destes países tenha de ficar 14 dias em isolamento, como acontece atualmente com todas as pessoas que chegam a Inglaterra do estrangeiro, ou arriscam uma multa de mil libras (1.100 euros).

Mesmo assim, todas as pessoas que chegam têm de preencher um formulário com os contactos pessoais e informações sobre o local onde vão ficar alojadas.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 590 mil mortos e infetou mais de 13,83 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 1.682 pessoas das 48.077 confirmadas como infetadas, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

C/Lusa

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