A recolha de dados biométricos, que há uma semana é feita a todos os passageiros provenientes de fora do espaço Schengen, está a decorrer sem constrangimentos nos aeroportos portugueses, à exceção de Faro, onde existe alguma pressão, segundo a PSP.
O responsável pela Unidade Nacional de Estrangeiros e Fronteiras da PSP, superintendente-chefe João Ribeiro, afirmou que, neste momento, a recolha de dados biométricos a 100% dos passageiros está a decorrer de “forma fluida”.
Segundo este responsável, um passageiro demorava, antes da implementação do controlo biométrico, entre cinco e 15 minutos a passar pelo controlo fronteiriço. Atualmente, o processo demora entre 15 e 30 minutos, um período que considerou aceitável. Contudo, em momentos de pico, esse tempo pode ser dilatado.
Desde 6 de setembro que os aeroportos portugueses passaram a efetuar a recolha obrigatória de dados biométricos, como fotografias e impressões digitais, a 100% dos passageiros que chegam a Portugal provenientes de países fora do espaço Schengen.
Apesar de não se terem verificado constrangimentos durante os meses de verão, João Ribeiro afirmou que não é possível garantir “em termos absolutos” que os problemas nos aeroportos não vão regressar.
A Unidade Nacional de Estrangeiros e Fronteiras tem atualmente 1.504 polícias a trabalhar na segurança aeroportuária e no controlo fronteiriço dos aeroportos: 706 em Lisboa, 325 no Porto, 215 em Faro, 115 na Madeira, 124 nos Açores e 19 em Beja.