Saltar para o conteúdo
    • Notícias
    • Desporto
    • Televisão
    • Rádio
    • RTP Play
    • RTP Palco
    • RTP Zig Zag
    • RTP Ensina
    • RTP Arquivos
RTP Madeira
  • Notícias
  • Desporto
  • Especiais
  • Programas
  • Programação
  • + RTP Madeira
    Moradas e Telefones Frequências Redes de Satélites

NO AR
Airbus e Air France absolvidas de queda de avião que matou 228 pessoas
Sociedade 17 abr, 2023, 18:18

Airbus e Air France absolvidas de queda de avião que matou 228 pessoas

Um tribunal parisiense absolveu hoje o fabricante europeu Airbus e a companhia aérea Air France da acusação de homicídio involuntário após a queda em 2009 do voo de ligação Rio de Janeiro/Paris, que matou 228 pessoas.

Quase 14 anos após o desastre, o tribunal criminal de Paris absolveu as duas empresas, decidindo que, embora tivessem existido "falhas", tal “não permitiu demonstrar qualquer relação causal" com o acidente com o voo AF447, um Airbus A330-200.

O acidente levou a mudanças duradouras nas medidas de segurança das aeronaves, uma vez que a investigação oficial descobriu que para o acidente contribuíram múltiplos fatores, incluindo erro do piloto e a sobreposição de gelo nos sensores externos.

A leitura da decisão foi presenciada por familiares de vítimas, com alguns a chorar, uma vez que aguardavam uma condenação de ambas as empresas, deixando-os estupefactos, segundo relatou a agência noticiosa France-Presse (AFP).

O julgamento, que durou cerca de dois meses (entre 10 de outubro a 08 de dezembro de 2022), deixou as famílias enlutadas em raiva e desilusão.

Invulgarmente, até o Ministério Público defendeu a absolvição, admitindo que o processo não produziu provas suficientes de atos ilícitos criminais por parte das duas empresas.

A acusação atribuiu a responsabilidade sobretudo aos pilotos, que também morreram no acidente. Os advogados da Airbus também culparam o erro do piloto e os da Air France defenderam que as verdadeiras causas do acidente nunca serão conhecidas.

Ninguém corre o risco de ser preso, pois apenas as empresas estão a ser julgadas naquele que foi o mais mortífero acidente da história das companhias aéreas francesas.

A Air France já indemnizou as famílias das pessoas mortas, oriundas de 33 países, em grande parte franceses (72) e brasileiros (58).

O avião A330-200 desapareceu do radar numa tempestade sobre o Oceano Atlântico a 01 de junho de 2009, com 216 passageiros e 12 membros da tripulação a bordo.

Para encontrar o avião foram necessários dois anos, o que permitiu recuperar as gravações contidas nas caixas negras, que se encontravam no fundo do oceano, a mais de 4.000 metros de profundidade.

Os primeiros destroços foram encontrados nos dias que se seguiram ao acidente, mas o grosso do aparelho só viria a ser localizado dois anos mais tarde, após uma longa busca.

As caixas negras confirmaram o ponto de partida do acidente: o gelo nos sensores de velocidade “pitot” enquanto o avião voava a grande altitude numa difícil zona de "turbulência" perto do equador.

Um dos copilotos, perturbado pelas consequências desta falha, adotou uma trajetória ascendente e, num estado de incompreensão, os três pilotos não conseguiram recuperar o controlo do avião, que estagnou e se despenhou no oceano 4,23 minutos mais tarde.

As investigações revelaram que incidentes com sensores semelhantes tinham ocorrido repetidamente nos meses que antecederam o acidente.

Para o tribunal, a Airbus cometeu "quatro imprudências ou negligência", em particular não ter substituído o modelo dos sensores ‘pitot’, conhecido como "AA", que parecia congelar mais frequentemente na frota A330-A340, e o facto de ter mostrado "retenção de informação" das empresas.

A Air France cometeu duas "imprudências", ligadas à forma como distribuía uma nota de informação aos seus pilotos sobre a falha dos sensores.

No entanto, segundo o tribunal, do ponto de vista penal, "um provável nexo de causalidade não é suficiente para caracterizar uma infração”.

Neste caso, no que diz respeito às falhas, não pôde ser demonstrado um nexo de causalidade com o acidente.

Durante o julgamento, que decorreu entre 10 de outubro a 08 de dezembro de 2022, o Ministério Público pediu a absolvição, considerando que a culpa das empresas era "impossível de provar".

Lusa

Pode também gostar

Dia Mundial dos Avós (vídeo)

Dia Mundial dos Avós (vídeo)

Bebé morre no Hospital Amadora-Sintra um dia depois da mãe

Bebé morre no Hospital Amadora-Sintra um dia depois da mãe

Secretário da Educação garante que não há falta de professores na Madeira (áudio)

Secretário da Educação garante que não há falta de professores na Madeira (áudio)

PSD quer que o Governo da República corrija as diferenças de financiamento entre as Universidades insulares (Áudio)

PSD quer que o Governo da República corrija as diferenças de financiamento entre as Universidades insulares (Áudio)

Mês de maio foi o mais quente dos últimos 89 anos, a par com 2011

Mês de maio foi o mais quente dos últimos 89 anos, a par com 2011

Peça de fogo de artifício atinge casa no Lazareto

Peça de fogo de artifício atinge casa no Lazareto

Temperatura vai subir acima dos 30º graus

Temperatura vai subir acima dos 30º graus

Covid-19: Portugal vai receber quase 12 milhões de máscaras cirúrgicas e respiradores

Covid-19: Portugal vai receber quase 12 milhões de máscaras cirúrgicas e respiradores

Estudo com dados da pobreza na Região apresentado em novembro (áudio)

Estudo com dados da pobreza na Região apresentado em novembro (áudio)

Mais uma dose de Festa da Lapa no Paul do Mar

Mais uma dose de Festa da Lapa no Paul do Mar

PUB

Siga-nos nas redes sociais

Siga-nos nas redes sociais

  • Aceder ao Facebook da RTP Madeira
  • Aceder ao Instagram da RTP Madeira

Instale a aplicação RTP Play

  • Descarregar da Apple Store
  • Descarregar do Google Play
  • Redes de Satélites
  • Frequências
  • Moradas e Telefones
Logo RTP RTP
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube
  • flickr
    • NOTÍCIAS
    • DESPORTO
    • TELEVISÃO
    • RÁDIO
    • RTP ARQUIVOS
    • RTP Ensina
    • RTP PLAY
      • EM DIRETO
      • REVER PROGRAMAS
    • CONCURSOS
      • Perguntas frequentes
      • Contactos
    • CONTACTOS
    • Provedora do Telespectador
    • Provedora do Ouvinte
    • ACESSIBILIDADES
    • Satélites
    • A EMPRESA
    • CONSELHO GERAL INDEPENDENTE
    • CONSELHO DE OPINIÃO
    • CONTRATO DE CONCESSÃO DO SERVIÇO PÚBLICO DE RÁDIO E TELEVISÃO
    • RGPD
      • Gestão das definições de Cookies
Política de Privacidade | Política de Cookies | Termos e Condições | Publicidade
© RTP, Rádio e Televisão de Portugal 2026