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AIEA desloca-se a Chernobyl para impedir acidentes nucleares
Sociedade 22 abr, 2022, 18:24

AIEA desloca-se a Chernobyl para impedir acidentes nucleares

O diretor da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) desloca-se na próxima terça-feira à antiga central nuclear ucraniana de Chernobyl no âmbito de uma missão técnica para tentar impedir acidentes nucleares devido à guerra motivada pela invasão russa.

Uma equipa do departamento de segurança nuclear e prevenção da AIEA vai disponibilizar equipamentos e efetuar medições radiológicas nas instalações, que registaram alguns danos durante as cinco semanas em que estiveram ocupadas por tropas russas, até à sua retirada em 31 de março.

“A presença da AIEA em Chernobyl será de extrema importância para as nossas atividades de apoio à Ucrânia na sua tentativa de restabelecer o controlo regular da central e garantir o seu funcionamento seguro”, disse Rafael Grossi em comunicado.

A equipa também vai realizar medições para determinar a situação radiológica da zona, após a Ucrânia ter informado sobre a subida nos níveis de radiação, provavelmente pelo facto de o terreno contaminado no acidente de 1986 ter sido removido à passagem de blindados e outros veículos pesados.

O diplomata argentino acrescentou que a AIEA vai enviar a partir da próxima semana diversas missões de assistência para outras instalações nucleares da Ucrânia.

Grossi deslocou-se em 30 de março à central nuclear Ucrânia Sul para promover o início de uma iniciativa de assistência da AIEA destinada a reduzir o risco de acidentes que “poderiam ter graves consequências para a saúde humana e para o meio ambiente, na Ucrânia e fora do país”.

A AIEA e Grossi alertaram desde o início da invasão russa para o risco de acidentes e a necessidade de aplicar um conjunto de protocolos para garantir a segurança das instalações nucleares ucranianas.

A Rússia invadiu a Ucrânia em 24 de fevereiro, dizendo querer defender a população russófona, bem como “desmilitarizar e desnazificar” o país vizinho.

A ONU confirmou a morte de mais de 2.000 civis em quase dois meses de combates, mas tem alertado para a probabilidade de o número ser muito mais elevado.

A guerra levou mais de cinco milhões de pessoas a fugir da Ucrânia, havendo ainda sete milhões de deslocados no país, segundo a ONU.

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.

Lusa

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