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África sofreu quase 1.500 catástrofes naturais relacionadas com alterações climáticas
Foto: REUTERS/File Photo
Sociedade 27 jun, 2024, 15:44

África sofreu quase 1.500 catástrofes naturais relacionadas com alterações climáticas

Cerca de 1.500 catástrofes naturais relacionadas com o clima foram registadas em 29 países africanos desde 2000, segundo o Livro Branco sobre o Estado das Catástrofes Naturais em África, elaborado por uma agência especializada da União Africana (UA).

Segundo a Capacidade Africana de Risco (ARC, na sigla em inglês), as 1.436 catástrofes naturais registadas tiveram como resultado a devastação e destruição generalizadas em todo o continente.

“A frequência das catástrofes naturais durante este período pode estar relacionada com os riscos das alterações climáticas”, acrescenta-se no documento que, utilizando estatísticas existentes e dados originais, procura compreender a magnitude do custo das catástrofes naturais relacionadas com o clima, salientando a complexa interação entre as alterações climáticas e as vulnerabilidades económicas.

Os dados avançados pela ARC, e que dizem respeito aos 29 países africanos onde existe registos estatísticos, dão conta de que 66% das catástrofes estavam associados a inundações, 15,4% a tempestades e 11,7% a secas.

Apesar do número relativamente menor de eventos de seca durante o período de 23 anos considerado, os dados disponíveis mostram que as secas têm o maior impacto negativo em termos do número de pessoas afetadas.

“Por exemplo, em 2014, cerca de cinco eventos de seca registados afetaram mais de 25 milhões de pessoas, enquanto 20 eventos de inundação afetaram apenas menos de 1 milhão de pessoas”, exemplifica.

O Livro Branco destaca Moçambique e Angola como países ou áreas onde se verificaram algumas das piores catástrofes naturais de que há registo.

Assim, quanto a catástrofes naturais relacionadas com o clima desde 2000, os países mais afetados foram a África do Sul, Moçambique e Madagáscar, na África Austral; a Nigéria, a oeste; e uma faixa que se estende para nordeste, de Angola à Etiópia e à Somália, no Corno de África.

“O impacto das chuvas fortes foi intensificado pela desflorestação e por práticas inadequadas de gestão dos solos”, alerta a ARC, que estima que os governos africanos, em 2023, gastaram 2,2 mil milhões de dólares (2 mil milhões de euros) na gestão de catástrofes naturais relacionadas com o clima em 2023, dos quais cerca de 25% foram gastos na Líbia.

O documento cita a empresa alemã Münchener Rück, uma das maiores companhias de resseguro do mundo, e estima que a perda económica direta total do continente devido a tais eventos durante o ano foi de 8 mil milhões de dólares (7,4 ml milhões de euros).

A ARC alerta que o Livro Branco “não determina direta e extensivamente outras perdas económicas importantes, como as perdas na agricultura, os danos em propriedades e infraestruturas, as perdas de emprego e a perturbação das operações comerciais, bem como a produtividade causada por catástrofes naturais relacionadas com o clima”.

Nestes casos, a ARC destaca a tempestade Daniel na Líbia e o ciclone tropical Freddy em Moçambique como dois dos eventos mais graves ocorridos em África em 2023, que provocaram perdas económicas de 1,65 mil milhões de dólares (1,53 mil milhões de euros) e 1,53 mil milhões de dólares (1,42 mil milhões de euros) respetivamente.

Outro impacto resultante da alteração dos padrões climáticos é a propagação de doenças transmitidas pela água, como a cólera, e de doenças transmitidas por insetos, como a malária, “ameaçando os progressos alcançados na redução da incidência de epidemias desde 2000”.

“A necessidade de estratégias mais robustas de gestão do risco de catástrofes em África nunca foi tão crítica como agora”, alerta Ibrahima Cheikh Diong, diretor-geral da ARC, citado no documento.

A ARC tem como principal prioridade garantir que os governos africanos estejam capacitados para responder às situações de emergência, dando-lhes acesso aos Sistemas de Alerta Precoce (EWS, na sigla em inglês) da ARC.

“É simplesmente inaceitável que apenas 40% de África esteja atualmente coberta por EWS, e mesmo esses estão comprometidos por questões de qualidade. De acordo com o Gabinete das Nações Unidas para a Redução do Risco de Catástrofes, os países com cobertura substancial a abrangente dos sistemas de aviso prévio têm um oitavo da mortalidade por catástrofes daqueles com cobertura limitada ou inexistente, destacando os benefícios significativos do investimento em EWS em termos de salvar vidas”, vinca o diretor-geral da ARC.

Lusa

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