“Os homicídios diminuíram a nível nacional em 9,5 %. No mesmo trimestre do ano anterior, registaram-se 5.727 homicídios. Este número reduziu-se para 5.181. Isto significa menos 546 vidas perdidas e menos famílias e amigos em luto”, afirmou o ministro da Polícia da África do Sul, Firoz Cachalia, em Pretória, ao apresentar as estatísticas trimestrais de criminalidade.
Cachalia sublinhou que “os níveis de criminalidade continuam a ser inaceitavelmente elevados, com uma média de 58 homicídios diários” num país com cerca de 63 milhões de habitantes, números que são “um reflexo cru da nossa sociedade”.
“Por trás de cada estatística — recordou — há uma vítima traumatizada, uma família angustiada, uma comunidade que vive com medo”, referiu.
O ministro enfatizou que o objetivo das forças de segurança “não é apenas reduzir a criminalidade, mas sim que as comunidades se sintam seguras em todo o lado”.
Os crimes violentos classificados como crimes de contacto diminuíram 4,6 % no geral, com uma redução de 20,4 % nos assaltos a habitações, de 22 % nos assaltos a estabelecimentos comerciais e de 18,3% nos assaltos a empresas.
Além disso, os assaltos com arrombamento, o roubo de veículos, o furto de gado e outros crimes contra a propriedade diminuíram, no total, 8,5%.
A violação não é considerada um crime de contacto, mas sim um crime sexual e, nessa tipologia a Polícia registou 9.782 casos no trimestre em questão.
Cachalia precisou que 47% das violações denunciadas ocorreram na residência da vítima ou do agressor, e defendeu um diálogo aberto sobre o papel que o álcool desempenha na prática de crimes violentos e sexuais.
“Devemos abordar o papel tóxico do abuso do álcool e da violência. Quanto mais álcool consumirmos, mais violência sofreremos”, disse Cachalia.
A África do Sul é um país marcado por grandes desigualdades sociais, regista tiroteios com relativa frequência e tem uma das taxas de homicídios mais elevadas do mundo.
Lusa