Saltar para o conteúdo
    • Notícias
    • Desporto
    • Televisão
    • Rádio
    • RTP Play
    • RTP Palco
    • RTP Zig Zag
    • RTP Ensina
    • RTP Arquivos
RTP Madeira
  • Notícias
  • Desporto
  • Especiais
  • Programas
  • Programação
  • + RTP Madeira
    Moradas e Telefones Frequências Redes de Satélites

NO AR
«Acho que daria um péssimo político»
Sociedade 04 set, 2021, 12:51

«Acho que daria um péssimo político»

O coordenador do plano de vacinação contra a Covid-19 considerou hoje que “daria um péssimo político” e que se sente “perfeitamente realizado enquanto militar”, assim respondendo à sugestão de uma candidatura à Presidência da República.

“Não sinto necessidade de dar [o meu contributo] enquanto político, primeiro porque não estou preparado para isso, acho que daria um péssimo político e também acho que devemos separar o que é militar do que é político, porque são campos de atuação completamente diferentes”, afirmou o Vice-almirante Gouveia e Melo à Lusa, numa entrevista de balanço sobre o processo de vacinação.

Além do mais, disse, não se sente "inclinado para isso".

"Já diversas vezes me perguntaram e eu tenho a certeza absoluta que há dentro do quadro democrático e da sociedade civil pessoas muito mais capazes para desempenhar esse papel”, sublinhou.

Para o Vice-almirante, que exerce a coordenação daquele processo desde fevereiro, os militares são mais vocacionados para a ação e são menos negociadores.

“A política é uma arte de negociação permanente, nós [militares] somos menos negociadores, na nossa maneira de estar a rapidez da ação não exige de nós grandes capacidades de negociação, exige grandes capacidades de decisão e de decisão sob stresse”.

Para Gouveia e Melo, essa é uma das razões pela qual daria “um péssimo político”: “Falta-nos essa capacidade de negociar de forma muito aberta com todos os setores da sociedade e todos os interesses da sociedade e isso é uma coisa que os militares não estão habituados a fazer”.

“Temos preparações diferentes, são maneiras de estar diferentes e não devemos misturar isso. Se no passado houve essas misturas, ou houve necessidade dessas misturas, isso é o passado”, sublinhou.

E destacou: “Acho que não há necessidade de nenhum militar vir para a política, nós temos uma classe política muito desenvolvida e estruturada, a democracia está estruturada e terá os seus caminhos e encontrará sempre as suas soluções”.

Reconhecendo que ao longo destes últimos meses foi obrigado a negociar muitas vezes, “porque teve de se adaptar” – diz -, Gouveia e Melo sublinha, no entanto, que “são militares” as características que ajudaram neste processo.

“São características de autoridade para ter planos executados em tempo, para conseguir objetivos mesuráveis em tempo, para conseguir um ritmo elevado e rápido. Isso obriga alguma autoridade, a impor coisas muitas vezes”, afirmou.

Para o Vice-almirante, a emergência da pandemia facilitou esse tipo de decisões, mas – ressalvou – “num processo diferente, no processo democrático, esse autoritarismo era imediatamente negativo e teria consequências negativas”.

E resumiu: “Portanto, eu acho que os militares devem fazer o que sabem fazer, que é ser militar e os políticos fazem o que sabem fazer, que é ser políticos (…) nós vivemos numa democracia estável, não devemos confundir as coisas”.

Segundo Gouveia e Melo, poder-se-ia equacionar a situação ao contrário e por um civil a tomar conta de uma campanha militar.

“Eu acharia que eventualmente era capaz de não ser a melhor opção e vice-versa, a forma como nós somos educados tem importância”.

C/Lusa 

Pode também gostar

Motociclistas contra a inspeção periódica obrigatória (vídeo)

Motociclistas contra a inspeção periódica obrigatória (vídeo)

Dois homens detidos com armas proibidas nos aeroportos da Madeira

Dois homens detidos com armas proibidas nos aeroportos da Madeira

Problema técnico encerra pista do Aeroporto da Madeira

Problema técnico encerra pista do Aeroporto da Madeira

Presidente do Parlamento quer política comum de turismo

Presidente do Parlamento quer política comum de turismo

Quase 300 casos de violência sexual em 2021, mais de metade dentro de casa

Quase 300 casos de violência sexual em 2021, mais de metade dentro de casa

Número de processos pendentes voltou a descer nos tribunais

Número de processos pendentes voltou a descer nos tribunais

Homem detido em Santana com uma arma proibida (vídeo)

Homem detido em Santana com uma arma proibida (vídeo)

Associação sem Limites testa colaboradores e sócios

Associação sem Limites testa colaboradores e sócios

Santana vai construir um passeio na Rua Agostinho Cardoso (Vídeo)

Santana vai construir um passeio na Rua Agostinho Cardoso (Vídeo)

Aviso de agitação marítima forte

Aviso de agitação marítima forte

PUB

Siga-nos nas redes sociais

Siga-nos nas redes sociais

  • Aceder ao Facebook da RTP Madeira
  • Aceder ao Instagram da RTP Madeira

Instale a aplicação RTP Play

  • Descarregar da Apple Store
  • Descarregar do Google Play
  • Redes de Satélites
  • Frequências
  • Moradas e Telefones
Logo RTP RTP
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube
  • flickr
    • NOTÍCIAS
    • DESPORTO
    • TELEVISÃO
    • RÁDIO
    • RTP ARQUIVOS
    • RTP Ensina
    • RTP PLAY
      • EM DIRETO
      • REVER PROGRAMAS
    • CONCURSOS
      • Perguntas frequentes
      • Contactos
    • CONTACTOS
    • Provedora do Telespectador
    • Provedora do Ouvinte
    • ACESSIBILIDADES
    • Satélites
    • A EMPRESA
    • CONSELHO GERAL INDEPENDENTE
    • CONSELHO DE OPINIÃO
    • CONTRATO DE CONCESSÃO DO SERVIÇO PÚBLICO DE RÁDIO E TELEVISÃO
    • RGPD
      • Gestão das definições de Cookies
Política de Privacidade | Política de Cookies | Termos e Condições | Publicidade
© RTP, Rádio e Televisão de Portugal 2026