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77% dos portugueses quer tomar vacina
Sociedade 04 fev, 2021, 12:47

77% dos portugueses quer tomar vacina

Mais de três quartos dos portugueses que participaram num inquérito internacional divulgado hoje declaram querer ser vacinados contra a Covid-19, mas menos de metade considera que há informação completa sobre o plano de vacinação.

Na investigação conduzida em Portugal, Espanha, Itália e Bélgica e conduzida em Portugal pela DECO Proteste, 77% dos inquiridos portugueses disponibiliza-se para ser vacinado, com 50% a quererem tomar a vacina já.

Uma percentagem de 9% dos inquiridos declara não querer ser vacinada, enquanto 14% afirmam não ter a certeza.

A principal razão para não querer receber a vacina é o receio dos efeitos secundários, declarada por 67% dos inquiridos, enquanto 45% não confiam no processo de fabrico e 37% duvidam da eficácia.

Mais de metade das respostas em Portugal (55%) concorda com a ideia de que o Governo está a organizar a distribuição eficientemente e 50% dos inquiridos consideram que os meios mobilizados para a vacinação em Portugal são adequados.

Uma grande maioria (72%) concorda com os grupos prioritários para receber vacinas definido no plano nacional.

Apenas 43% afirmam que a informação sobre o plano de vacinação é completa, enquanto 38% afirmam que o governo foi transparente em relação ao processo de compra de vacinas e 34% aplica o mesmo raciocínio em relação à indústria farmacêutica.

Apesar de maioritariamente disponível para se vacinar, metade dos inquiridos considera que o processo de desenvolvimento das vacinas foi demasiado rápido para acreditar na sua segurança e 68% acham que a indústria farmacêutica deve ser legalmente responsabilizada por problemas que surjam e 55% afirmam que esta não deve lucrar com a vacinação.

No entanto, 63% ressalvam que se não fosse segura, a vacina não teria sido autorizada pela Autoridade Europeia do Medicamento.

Uma grande parte dos inquiridos (85%) prevê que a recuperação financeira do país não acontecerá antes do ano que vem e 79% afirmam também que a extensão da vacinação não vai permitir acabar com o uso generalizado de máscaras antes de 2022.

Mas nas respostas ao inquérito, 72% das pessoas consideram que a vacina vai contribuir para a retoma da normalidade na vida social e familiar e 75% acreditam que levantará a pressão sobre os hospitais.

A virtude da vacina mais destacada, em 46% das respostas, é permitir reduzir a mortalidade, ao passo que 41% acreditam que vai permitir reduzir a gravidade dos sintomas da covid-19 e 37% acham que irá reduzir os contágios.

Apenas 36% dos inquiridos se declaram bem informados sobre a vacina contra a covid-19, com 28% a admitirem estar “nada ou pouco” informados.

Questionados sobre o impacto da pandemia nas suas vidas, 37% responderam que tiveram um familiar ou amigo infetado pelo novo coronavírus e 31% admitem que afetou o seu estado mental, enquanto 26% referiram que a sua situação financeira “piorou muito”.

Quanto aos outros países, 82% dos espanhóis querem ser vacinados, tal como 83% dos italianos e 68% dos belgas.

C/Lusa 

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