Numa mensagem na sua conta na rede X, Zelensky considerou que “não pode haver um projeto europeu completo sem a Ucrânia”, salientando que “o lugar da Ucrânia na União Europeia também deve ser completo”.
“Estamos ativamente envolvidos em trabalho diplomático com os nossos parceiros na União Europeia para aproximar a Ucrânia da UE”, acrescentou, recordando que a Ucrânia está atualmente a lutar “pela sua vida, pela sua independência e pela Europa que tem vivido em paz pelo maior período de tempo, que protege o povo, a vida e a cultura”.
Zelensky considerou “importante alcançar progressos significativos” nas negociações do seu país com a UE e trabalhar a 100% pela segurança do povo.
O conselheiro presidencial ucraniano Dmitry Litvin disse ao jornal ucraniano The Kyiv Independent que Zelensky considerou que o estatuto de “membro associado” deixaria a Ucrânia “sem voz” na Europa.
Na quinta-feira, o chefe do Governo alemão propôs criar o estatuto de “membro associado” para a Ucrânia numa carta dirigida à presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, ao presidente do Conselho Europeu, António Costa, e ao primeiro-ministro de Chipre, Nikos Christodoulidis, cujo país detém a presidência rotativa do Conselho da União Europeia (UE).
Na carta, Merz pediu que a ideia de criar o estatuto de “membro associado para a Ucrânia” fosse discutida na próxima reunião informal de líderes europeus, agendada para 18 e 19 de junho em Bruxelas.
Merz especificou nomeadamente que, enquanto “membro associado”, a Ucrânia teria o direito de participar nas reuniões do Conselho Europeu e do Conselho da UE, mas sem direito de voto, além de ter acesso a lugares sem poder de voto no Parlamento Europeu e ter um membro na Comissão Europeia sem pasta ou capacidade de participar nas votações.
De acordo com a proposta do chanceler, ser “membro associado” concederia também, entre outras coisas, a um magistrado da nação com esse estatuto a figura de “juiz associado” no Tribunal de Justiça da UE.
“Com esta abordagem, a Ucrânia daria um grande passo em frente, aproximando-se imediatamente da adesão total”, escreveu Merz.
Em 28 de fevereiro de 2022, logo após o início da invasão russa, a Ucrânia pediu a adesão à União Europeia e as negociações entre Kiev e o bloco europeu foram formalmente iniciadas em junho de 2024.
Lusa