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Imagem de Venezuela com falta de medicamentos para diabetes, convulsões e infeções respiratórias
Foto: Reuters
Política 8 jan, 2024, 21:02

Venezuela com falta de medicamentos para diabetes, convulsões e infeções respiratórias

A Venezuela enfrenta escassez de medicamentos para tratar diabetes, infeções respiratórias e convulsões, entre outras doenças, alertou hoje a organização Convite Pela Saúde, que monitoriza o acesso a fármacos no país.

O relatório Monitorização do Índice de Escassez de Medicamentos Essenciais, hoje divulgado pela ONG indica que em novembro o indicador global de escassez foi de 26,2%.

“A diabetes (34,4% de escassez), as infeções respiratórias agudas (33,8%) e as convulsões (28,9%) continuam a ser as três causas de morbilidade com mais elevados índices de escassez de medicamentos”, explica o relatório.

Citando declarações do presidente da Câmara da Indústria Farmacêutica da Venezuela, Tito López, o relatório refere ainda que em paralelo à falta ou dificuldades para fazer a reposição de “medicamentos de alto custo” para tratamentos clínicos completos, há um mercado de medicamentos falsificados, principalmente nas regiões fronteiriças do país.

Essa situação levou o Instituto Nacional de Higiene Rafael Range a emitir uma alerta sanitária para combater a comercialização de produtos impróprios para consumo humano, entre eles o Erbitux (cetuximab) e a albumina humana.

“Sobre medicamentos importados da Índia, que são adquiridos pelo Governo [venezuelano], Tito López, explicou que a sua organização trabalha para determinar a sua eficácia”, refere a ONG.

A ONG adianta que nos últimos anos emigraram sete milhões de venezuelanos em idade ativa, o que fez “aumentar o envelhecimento da população e a sua taxa de dependência”, com uma maioria dos agregados familiares agora dirigidos por mulheres e “em situação de pobreza”.

Segundo a ONG Cedice, “60% das mulheres venezuelanas estão fora da força de trabalho”, a diferença de participação laboral mais alta da região” e 45% das venezuelanas trabalham no setor informal em situação de precariedade e baixos rendimentos.

A ONG sublinha ainda que “95% das trabalhadoras domésticas são informais”, que “a migração dos jovens e a pulverização das pensões deixaram os anciãos numa situação precária e desprotegida”.

Lusa

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