Numa conferência de imprensa em Nuuk, após uma visita de dois dias à Gronelândia, Ursula von der Leyen anunciou que, em 2026 e 2027, a União Europeia (UE) vai investir mais 200 milhões de euros em projetos ligados à conectividade, energias verdes e matérias-primas críticas naquele território autónomo dinamarquês.
“A Gronelândia é muito mais do que apenas um parceiro para a Europa. É um parceiro credível, um aliado estratégico e um membro precioso na nossa família europeia mais vasta”, declarou Von der Leyen perante os primeiros-ministros da Gronelândia, Jens-Frederik Nielsen, e da Dinamarca, Mette Frederiksen.
Além deste pacote de investimento de 200 milhões de euros, Von der Leyen assinou também com Nielsen e Frederiksen uma declaração conjunta, que “reforça e amplia” a cooperação entre a Gronelândia e a UE e que “reconhece a crescente importância estratégica” da ilha.
“Esta declaração reflete uma escolha clara por parte da Gronelândia de reforçar os laços com a UE – em consonância com os vossos valores, a vossa liberdade e os vossos interesses – mas também demonstra um forte interesse da Europa em fazer uma escolha: estar mais presente e envolver-se mais na Gronelândia e no Ártico”, afirmou Von der Leyen.
Após um ano em que o Presidente norte-americano, Donald Trump, ameaçou várias vezes usar força militar para anexar a Gronelândia – cujo território alegou ser imprescindível para a segurança nacional dos Estados Unidos –, Von der Leyen assegurou que a UE manifesta “total solidariedade com o Reino da Dinamarca e o povo da Gronelândia”.
“Queremos ser muito claros e reiterar que cabe ao povo da Gronelândia e da Dinamarca decidir o futuro da Gronelândia. A mais ninguém”, vincou, antes de recordar que “a integridade territorial, a soberania e a inviolabilidade das fronteiras são princípios fundamentais do direito internacional”.
Lusa