O Presidente norte-americano afirmou hoje que os Estados Unidos vão “dirigir a Venezuela” até estar concluída uma transição de poder e admitiu uma segunda ofensiva contra o país se for necessário.
“Vamos dirigir o país até que seja possível aos Estados Unidos proceder a uma transição segura, apropriada e sensata”, disse Donald Trump, em conferência de imprensa, na Florida (sudeste).
O Presidente norte-americano acrescentou que Washington estava pronta a lançar “um segundo ataque mais importante se necessário”.
Por outro lado, indicou que autorizava as companhias petrolíferas norte-americanas a deslocarem-se para a Venezuela para explorar as reservas maciças de petróleo bruto do país.
“As nossas grandes companhias petrolíferas norte-americanas, as mais importantes do mundo, vão deslocar-se ao local, gastar milhares de milhões de dólares, reparar infraestruturas gravemente danificadas, infraestruturas petrolíferas e começar a gerar rendimentos para o país”, disse.
Depois da saída do Presidente Nicolás Maduro do país, Trump frisou que os Estados Unidos querem “paz, liberdade e justiça para o grande povo da Venezuela e isso inclui muitos venezuelanos que agora vivem nos Estados Unidos e querem regressar à Venezuela”.
Na conferência de imprensa, na presença do secretário de Estado, da Defesa e do diretor da agência dos serviços secretos CIA, Trump adiantou que, depois da captura de Maduro e da sua mulher Cilia Flores, não é possível arriscar que “alguém que não tenha o bem do povo venezuelano em mente tome o controlo da Venezuela”.
“Tivemos décadas disso e não vamos deixar que volte a acontecer”, concluiu.
Maduro e Cilia Flores foram detidos numa operação relâmpago noturna das forças especiais, encontrando-se sob custódia norte-americana no navio USS Iwo Jima, à espera de serem levados para Nova Iorque onde enfrentam acusações por narcoterrorismo.
Hoje de manhã, Donald Trump anunciou um “ataque em grande escala” na Venezuela para a captura do chefe do Estado venezuelano, Nicolás Maduro, que foi retirado à força do país.
O Governo de Caracas denunciou uma “gravíssima agressão militar” dos Estados Unidos, após explosões na capital do país, Caracas, durante a noite, e decretou o estado de exceção.
Lusa