“Sou neto e filho de emigrantes, tal como tantos portugueses. Recordo, com carinho, as duras histórias de quem trabalhava de sol a sol, na esperança de um regresso a Portugal”, lê-se na mensagem de Emídio Sousa, com recomendações para “que antes de partir e durante toda a viagem” os emigrantes façam “da segurança a sua prioridade”.
O governante, que no sábado deverá participar na tradicional cerimónia de boas vindas aos emigrantes portugueses, na fronteira em Vilar Formoso, afirmou que “é chegado o momento de milhares de portugueses e lusodescendentes voltarem ao nosso país”.
“É o momento de reencontrar a família, os amigos e os lugares que guardam na memória durante todo o ano. É o regresso à terra natal, à casa dos pais, às praias, às festas populares e às tradições que mantêm viva a ligação a Portugal, independentemente da distância”, prosseguiu.
Recordando a sua ascendência de emigrantes, disse que a sua história se confunde com a de “um país de quem emigra não por opção, mas por sobrevivência. Um país atravessado pelo envelhecimento, pelo esvaziamento rural, e pelos seios familiares onde tantos lugares à mesa ficam vazios”.
“Esta é uma ausência sofrida, mas amparada e celebrada com arraiais, festas e romarias em cada agosto”, observou.
Alertando para os milhares de quilómetros que os portugueses e lusodescendentes percorrem por estrada, com muitas horas ao volante e muita vontade de chegar, Emídio Sousa deixou um conjunto de recomendações de segurança e cuidados, nomeadamente para quem conduz com crianças e animais.
“Portugal não é só um país, Portugal é a sua gente. E por isso Portugal é enorme, Portugal é global. E a cada agosto, com o regresso dos nossos emigrantes e suas famílias, Portugal torna-se inteiro”, conclui o secretário de Estado.
Lusa