"O Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas tomou conhecimento da notícia que está a ser veiculada por diversos órgãos de comunicação social com alusão a uma investigação do Ministério Público, na sequência de uma denúncia anónima, relativa ao período em que foi presidente da Câmara Municipal do Funchal (entre 2013 e 2019). Embora o Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas tenha tido conhecimento da instauração de um processo de inquérito, no DCIAP, no ano de 2018, desconhece, até agora, os concretos termos desse processo, em relação ao qual nunca foi ouvido. Ainda assim, o Secretário de Estado das Comunidades Portugueses esclarece que não tem conhecimento de qualquer facto que possa indiciá-lo da prática de qualquer ilícito criminal, tendo sempre exercido funções políticas com lisura, transparência e respeito pela legalidade, em prol dos interesses públicos. O SECP aguarda com serenidade a conclusão do processo de inquérito que ainda estará a decorrer, reiterando a sua disponibilidade para colaborar com as autoridades judiciais com vista ao célere desfecho deste processo", podemos ler em comunicado.
Política
16 jan, 2023, 12:58
Paulo Cafôfo garante que «nunca foi ouvido» e reitera a sua disponibilidade para colaborar
O Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas respondeu, através de um comunicado oficial, às notícias vinculadas sobre o seu tempo enquanto presidente da Câmara Municipal do Funchal.
Cafôfo, em outubro de 2020, assegurou no parlamento madeirense ser “defensor da Justiça presente, justa, que atue e que seja célere”, devendo para isso concretizar “todas as diligências necessárias para apurar a verdade de forma rápida”, mas afirmou que o processo visa “atingir o PS/Madeira, em especial a sua liderança e os seus autarcas”. Disse ainda ser “mais um episódio de uma estratégia que tem como principal objetivo assassinar o meu caráter, apagar-me da história política da Madeira e condicionar a minha liderança à frente do PS/Madeira”.
Paulo Cafôfo salientou, na altura, que sempre defendeu princípios como a “transparência, honestidade, integridade, rigor, solidariedade, respeito pela diversidade”, e lamentou que estes estejam a ser “constantemente postos em causa através de uma estratégia cobarde, inqualificável, populista e demagógica” desde que entrou na política em 2013, “pondo em causa os poderes dominantes na Madeira”.