Este calendário foi transmitido por Luís Montenegro no debate parlamentar quinzenal, em resposta a questões colocadas pelo presidente do Chega, André Ventura.
“Na próxima semana, o Governo terá a sua recomposição completamente estabelecida com uma proposta que farei ao senhor Presidente da República de nomeação de um novo titular do Ministério da Administração Interna”, declarou o líder do executivo.
Antes, Luís Montenegro referiu que, na sequência do pedido de demissão de Maria Lúcia Amaral, fez questão de ser ele próprio, primeiro-ministro, a assumir a responsabilidade de ficar provisoriamente com as competências inerentes à pasta da Administração Interna.
Uma resposta depois de André Ventura ter-lhe dito que “há vários meses” que o Chega entendia que Maria Lúcia Amaral não reunia condições suficientes para desempenhar as funções de ministra da Administração Interna.
“O primeiro-ministro insistiu em mantê-la no cargo. Chegaram as tempestades e disse que era necessário fazermos uma aprendizagem coletiva. Disse também que não sabia o que era isso do Plano Nacional de Proteção Civil”, apontou.
Depois, o presidente do Chega procurou tirou a sua conclusão: “Não é só incompetência da ex-ministra da Administração Interna que já não está aqui, é a sua incompetência na gestão deste problema”.
Neste contexto, André Ventura atacou ainda as nomeações feitas pelo Governo, designadamente de um enfermeiro para um cargo de responsabilidade na área das energias e de um irmão do chefe de gabinete do primeiro-ministro, um estagiário ainda jovem, para a reforma do Estado.
Neste ponto, o primeiro-ministro respondeu a André Ventura dizendo reconhecer que as questões relacionadas com nomeações são importantes.
“Não digo que não tenham de ser escrutinadas, essas como também aquelas que o Chega vai fazendo e vamos sabendo de muitas. E à medida que crescem as responsabilidades políticas do Chega também crescem as dúvidas sobre essa capacidade de recrutamento”, concluiu Luís Montenegro.
Lusa