Saltar para o conteúdo
    • Notícias
    • Desporto
    • Televisão
    • Rádio
    • RTP Play
    • RTP Palco
    • Zigzag Play
    • RTP Ensina
    • RTP Arquivos
RTP Madeira
  • Notícias
  • Desporto
  • Especiais
  • Programas
  • Programação
  • + RTP Madeira
    Moradas e Telefones Frequências Redes de Satélites

NO AR
Imagem de Juízes avançam com propostas sobre tribunais arbitrais se o Governo não legislar
Política 20 set, 2022, 18:33

Juízes avançam com propostas sobre tribunais arbitrais se o Governo não legislar

A Associação Sindical de Juízes Portugueses (ASJP) desafia a ministra da Justiça a legislar sobre as arbitragens de litígios entre Estado e privados e avisa que, caso o Governo recuse atuar, vai avançar com propostas sobre esta matéria.

Em declarações à Lusa, o presidente da associação, Manuel Soares, revelou já ter estado duas vezes com a ministra da Justiça, Catarina Sarmento e Castro, e que falou “neste assunto nas duas ocasiões”, considerando estar em causa uma imoralidade nos tribunais arbitrais ‘ad hoc’ constituídos especificamente para dirimir litígios entre o setor público e os privados, que muitas vezes envolvem milhões de euros de dinheiros públicos, sem o devido escrutínio.

“Disse à ministra da Justiça na reunião do Conselho Consultivo da Justiça que, se o Governo não se interessar por esta matéria, os juízes vão preparar um dossier com propostas e enviar a todos os grupos parlamentares. Depois, cada um que assuma a sua responsabilidade perante os portugueses que os elegeram”, afirma o presidente da ASJP, acrescentando: “O negócio das arbitragens ‘ad hoc’ vale muito dinheiro e é um fator evidente de riscos corruptivos”.

Questionando as razões para o Estado não investir nos tribunais comuns “e preferir ‘fugir’ para uma justiça privada, secreta e não fiscalizada”, ou seja, os tribunais arbitrais ‘ad hoc’, Manuel Soares acentua que “o problema não é apenas de opção ideológica entre o que é público e privado” e invoca uma “obrigação de cidadania” para a ASJP intervir nesta área, ao notar: “Há muita gente com saudades do tempo em que os juízes não abriam a boca”.

Ressalva, porém, que a responsabilidade de decisão não é dos juízes e que os deputados “são suficientemente autónomos para não fazerem aquilo que lhes é proposto”, mas que, nesse caso, devem “assumir a responsabilidade das suas ações e omissões” neste tema.

“É também uma opção política e civilizacional pelo tipo de democracia que queremos ter, uma vez que o princípio basilar do Estado de direito exige a subordinação do Estado aos tribunais – mas a tribunais públicos, independentes e fiscalizáveis, não a tribunais escondidos, que decidem milhões de euros na escuridão e opacidade”, vinca.

Para Manuel Soares, só há dois caminhos: “Ou se proíbe que o Estado recorra, como réu ou autor, aos tribunais privados para resolver os seus conflitos com os cidadãos e empresas – coisa que talvez seja excessiva, mas que não seria uma heresia – ou então apertam-se as malhas de controlo, com regras de publicidade, fiscalização e sindicabilidade das decisões nos tribunais arbitrais ‘ad hoc’ sempre que o Estado seja parte no processo”.

O presidente da ASJP entende que estes processos devem passar a ser públicos, ter o Ministério Público como parte, admitir recurso das decisões para os tribunais comuns e integrar em mais situações a intervenção prévia do Tribunal de Contas para validar a legalidade de uma despesa resultante de uma condenação do Estado.

“É normal o Tribunal de Contas recusar o visto a uma despesa por ilegalidade do contrato e depois um tribunal arbitral condenar o Estado a pagar essa quantia a que foi recusado o visto? É normal o Tribunal de Contas querer fiscalizar os gastos do Estado em arbitragens e não conseguir porque os processos são secretos e os árbitros presidentes não são obrigados a mostrá-los e as sentenças não serem acessíveis?”, questiona.

Sublinhando que “a decisão é política e compete ao parlamento” rever o atual sistema, Manuel Soares nota que para se ter “um sistema confiável e moralmente legitimado”, ou se proíbe ou se regulamenta, “apertando a malha do controlo”. Nesse sentido, critica a proximidade entre os beneficiários da arbitragem e a classe política que se “absteve de organizar melhor os tribunais administrativos e fiscais, deixando-os definhar, enquanto ia incentivando o recurso às arbitragens privadas”.

“Há muitas pessoas sérias a trabalhar nessa área, mas ninguém de boa-fé pode garantir que toda a gente é séria e que não há atuações ilícitas. As pessoas que ganham dinheiro com isso ou que podem querer usar em seu benefício ilícito essas oportunidades de impunidade, são, em muitos casos, amigas e visitas da casa das pessoas que tomam decisões”, assinala.

Manuel Soares alerta ainda para a existência de “um conflito de interesses evidente” quando advogados ou membros do Conselho Superior dos Tribunais Administrativos e Fiscais integram tribunais arbitrais ‘ad hoc’, justificando: “Não se pode estar com um pé em cada lado. Ou se é membro desse Conselho para se fortalecer essa justiça pública ou se faz arbitragem privada em regime de ‘concorrência’”.
Lusa

Pode também gostar

Imagem de TC declara constitucional alteração à lei das ordens profissionais

TC declara constitucional alteração à lei das ordens profissionais

Imagem de Ronaldo deverá deixar futebol de topo e rumar à Arábia Saudita (vídeo)

Ronaldo deverá deixar futebol de topo e rumar à Arábia Saudita (vídeo)

Imagem de Lisboa prejudica funcionamento da ADSE na Madeira – PSD

Lisboa prejudica funcionamento da ADSE na Madeira – PSD

Imagem de Parlamento madeirense atribui Medalha de Mérito a Alberto João Jardim

Parlamento madeirense atribui Medalha de Mérito a Alberto João Jardim

Imagem de Covid-19: Governo admite novo confinamento no Reino Unido como último recurso

Covid-19: Governo admite novo confinamento no Reino Unido como último recurso

Imagem de Madeira Andebol SAD continua sem vencer

Madeira Andebol SAD continua sem vencer

Imagem de José Manuel Gomes regressa com “Subcutâneo”

José Manuel Gomes regressa com “Subcutâneo”

Imagem de Portugal com 941 novos casos e três mortes

Portugal com 941 novos casos e três mortes

Imagem de Família realojada em Ponta Delgada devido ao mau tempo

Família realojada em Ponta Delgada devido ao mau tempo

Imagem de Funchal é finalista do prémio europeu cidade acessível 2017 (Vídeo)

Funchal é finalista do prémio europeu cidade acessível 2017 (Vídeo)

PUB
RTP Madeira

Siga-nos nas redes sociais

Siga-nos nas redes sociais

  • Aceder ao Facebook da RTP Madeira
  • Aceder ao Instagram da RTP Madeira

Instale a aplicação RTP Play

  • Descarregar a aplicação RTP Play da Apple Store
  • Descarregar a aplicação RTP Play do Google Play
  • Redes de Satélites
  • Frequências
  • Moradas e Telefones
Logo RTP RTP
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube
  • flickr
    • NOTÍCIAS
    • DESPORTO
    • TELEVISÃO
    • RÁDIO
    • RTP ARQUIVOS
    • RTP Ensina
    • RTP PLAY
      • EM DIRETO
      • REVER PROGRAMAS
    • CONCURSOS
      • Perguntas frequentes
      • Contactos
    • CONTACTOS
    • Provedora do Telespectador
    • Provedora do Ouvinte
    • ACESSIBILIDADES
    • Satélites
    • A EMPRESA
    • CONSELHO GERAL INDEPENDENTE
    • CONSELHO DE OPINIÃO
    • CONTRATO DE CONCESSÃO DO SERVIÇO PÚBLICO DE RÁDIO E TELEVISÃO
    • RGPD
      • Gestão das definições de Cookies
Política de Privacidade | Política de Cookies | Termos e Condições | Publicidade
© RTP, Rádio e Televisão de Portugal 2026