“Apesar de todas as tempestades, o povo português acorreu às urnas e votou esmagadoramente no republicanismo e na democracia”, escreveu José Maria Neves.
O chefe de Estado do arquipélago referiu que a vitória de Seguro “demonstra que em política vale a pena nadar nas águas profundas da decência, da serenidade e da sabedoria, sempre com os olhos postos na liberdade e na dignidade humana”.
António José Seguro tornou-se hoje no Presidente da República eleito com o maior número de votos expressos em 50 anos de democracia, ao superar os 3.459.521 de Mário Soares no sufrágio de 1991.
Dos mais de 11 milhões de inscritos para estas eleições presidenciais, mais de quase 3,5 milhões votaram em Seguro na segunda volta, com André Ventura a obter mais de 1,7 milhões de votos, segundo os dados das 22:15, que apontavam para um abstenção próxima dos 50%.
Com votos ainda por contar, o novo Presidente da República tem uma percentagem superior a 66%, enquanto o líder do Chega supera os 33%.