O anúncio foi feito pelo candidato presidencial apoiado pelo Livre no discurso de reação aos resultados destas eleições no ‘quartel-general’ da sua candidatura, no Amarante Cine-teatro.
“Irei votar em António José Seguro na segunda volta, lutar e apelar a que o meu partido faça a mesma coisa, porque ao que tudo indica (…) teremos duas escolhas pela frente: alguém que se revê na Constituição e alguém que se opõe e a quer alterar drasticamente para pior,” anunciou.
Antes, recordado o momento no debate entre todos os candidatos em que disse que não seria por si que Seguro não ia à segunda volta, Jorge Pinto reformulou a frase dita na primeira semana de campanha: “Quero dizer uma coisa diferente. É que será por mim que ele será Presidente da República”.
Para Jorge Pinto, perante uma segunda volta entre Seguro e André Ventura, quem se revê na Constituição e a quer manter tem “apenas uma decisão a tomar”, que é apoiar António José Seguro.
O candidato a Belém acrescentou que, apesar do apoio, é preciso ser firme na defesa da Constituição, exigindo a António José Seguro que passe de “se rever na Constituição a querer defender a Constituição de todas as formas possíveis”.
“Amanhã, peço-vos de sorriso na cara, porque este, como eu também disse aqui no dia 01 de novembro, não é porque nós não deixaremos que seja o funeral da República, voltemos a sair às ruas, voltemos a estar disponíveis, voltemos a estar dispostos a lutar pelo nosso país, pela nossa democracia, com tudo o que isso implica”, apelou.
Jorge Pinto pediu aos cidadãos que “transformem a mobilização que parece ter beneficiado Seguro” num esforço de defesa do país e disse que é “evidente que o voto útil existiu”, acrescentando que foram muitas as pessoas que não votaram em si com medo de uma segunda volta apenas com candidatos à direita.
“O medo faz parte dos sentimentos humanos. O que eu digo, e foi o que eu disse no discurso de encerramento desta campanha, é que este medo que é real, que é até palpável para quem, como nós, andou na rua nas últimas semanas, não nos pode paralisar. Eu quero um medo que mobilize”, resumiu.
No Cine-teatro de Amarante, terra Natal do candidato, estavam presentes dezenas de simpatizantes. Jorge Pinto foi acompanhado no púlpito por vários dirigentes do Livre, bem como os co-porta-vozes do partido, Rui Tavares e Isabel Mendes Lopes.
O discurso de Jorge Pinto, que foi feito pouco antes das 21:00 depois de apurados mais de metade dos resultados, foi sendo várias vezes aplaudido e interrompido com gritos de apoio.
Lusa