De acordo com uma notícia avançada pelo meio online Euractiv, o PPE (centro-direita, a que pertencem o PSD e o CDS-PP) sancionou mais de 10 membros do Parlamento Europeu, incluindo sete húngaros.
A decisão do grupo político, o maior do Parlamento Europeu e a que pertence a líder do executivo comunitário, Ursula von der Leyen, surgiu depois de o hemiciclo ter chumbado uma moção de censura dos Patriotas pela Europa (extrema-direita, que inclui o Chega) contra a Comissão.
A moção de censura foi chumbada com 390 votos contra, 165 a favor e 10 abstenções, muito longe da maioria de dois terços dos eurodeputados necessária para ser aprovada.
De acordo com o Euractiv, os eleitos do partido Tisza, do líder da oposição húngaro, Peter Magyar, estão entre os sancionados, porque não participaram na votação.
Um apoio público a Ursula von der Leyen seria mal visto a nível interno na Hungria, quando faltam menos de três meses para as eleições legislativas e Magyar é visto como capaz de derrotar o primeiro-ministro populista, Viktor Órban.
De acordo com as novas regras internas do PPE, aprovadas dois dias antes da votação da iniciativa dos Patriotas, os eurodeputados agora sancionados ficam impedidos, durante os próximos seis meses, de liderar o trabalho do grupo sobre novos processos legislativos e trabalho não legislativos, além de não poderem intervir em nome do grupo na sessão plenária.
A sanção não afeta os papéis legislativos que os eurodeputados já ocupam.
Foi igualmente sancionada a eurodeputada dos Países Baixos Jessika van Leeuwen, do partido Movimento dos Camponeses, a única eleita do PPE que votou a favor da moção de censura.
Outros dois eurodeputados eslovenos e dois romenos foram sancionados por se absterem.
Contactado pelo Euractiv, um porta-voz do PPE escusou-se a comentar.
Lusa