“As Forças de Defesa de Israel (IDF) e a Agência de Segurança Interna (Shin Bet) trouxeram recentemente para Israel os caixões dos quatro reféns falecidos, que atravessaram a fronteira e estão a ser levados para o Instituto Nacional de Medicina Legal para serem submetidos a um processo de identificação”.
Representantes das forças armadas estão atualmente a acompanhar as famílias dos mortos, anunciou o exército israelita.
A polícia está a transmitir as operações em direto pela Internet enquanto o cortejo percorre as estradas israelitas a caminho de Telavive, onde os defuntos serão submetidos a um processo de identificação que pode demorar entre horas e dois dias, informaram fontes militares.
O grupo islamita Hamas entregou momentos antes à Cruz Vermelha os corpos que, alegadamente, correspondem a três membros da família de origem argentina e peruana Bibas (Shiri Silberman, a mãe, e Ariel e Kfir, os filhos, raptados com quatro anos e nove meses, respetivamente), bem como Oded Lifshitz.
Todos eles foram capturados no Kibutz Nir Oz durante o ataque das milícias palestinianas de 07 de outubro de 2023, no qual quase 1.200 pessoas foram mortas e 251 outras foram raptadas em território israelita.
Antes de deixar Gaza, o exército realizou uma cerimónia no interior do enclave, na qual recebeu os corpos da Cruz Vermelha, juntamente com familiares.
De acordo com o diário israelita Haaretz, quando as forças armadas receberam os caixões, examinaram-nos para verificar se as fechaduras podiam ser abertas corretamente no centro forense.
No total, 251 pessoas foram raptadas e estima-se que pelo menos 70 ainda estejam detidas em Gaza, das quais pelo menos 35 morreram, de acordo com o exército israelita.
Durante a primeira fase do acordo de cessar-fogo, que deverá terminar a 02 de março, foram libertados 19 reféns israelitas, contra mais de 1.100 prisioneiros palestinianos detidos por Israel.
No 16.º dia após a entrada em vigor da trégua (19 de janeiro), já no início de fevereiro, deveriam ter começado as negociações indiretas entre Israel e o Hamas, o que ainda não aconteceu.
Os termos da segunda fase da trégua, que deverá pôr definitivamente termo à guerra e libertar todos os reféns, devem ser acordados até 02 de março.
Depois, se a segunda fase correr como planeado, a terceira e última fase centrar-se-á na reconstrução de Gaza.
Lusa