A Comissão Parlamentar de Inquérito ao ISAL concluiu que o encerramento compulsivo da instituição resultou de um modelo de governação centralizado, opaco e incapaz.
O relatório refere que a não acreditação e o consequente encerramento do instituto de administração e línguas não foram um infortúnio externo, nem o produto de uma avaliação arbitrária. O modelo de gestão foi incapaz de assegurar os requisitos mínimos legalmente exigidos a uma instituição de ensino superior
O relatório da comissão de inquérito aponta uma gestão concentrada de poderes num núcleo restrito de cinco pessoas, com acumulação sistemática de cargos. Esvaziando na prática a autonomia científica e pedagógica que os estatutos formalmente consagravam.
O relatório da comissão de inquérito terá agora de ser votado em plenário, com a sugestão de que seja remetido para o Ministério Público.