“Os resultados que temos indicam que a segunda volta será disputada entre António José Seguro e André Ventura. Já felicitei António José Seguro pelo seu resultado e disse-lhe que contará com o meu voto na segunda volta contra André Ventura”, revelou Catarina Martins.
Recebida pelos aplausos de dezenas de apoiantes que a esperavam no ‘quartel-general’ da sua candidatura, no Fórum Lisboa, Catarina Martins reagiu aos resultados provisórios da primeira volta das eleições presidenciais.
“Tive um resultado muito abaixo do que esperava e daquele para que lutei, mas quero agradecer a toda a gente que comigo fez campanha, a toda a gente que votou na minha candidatura”, afirmou a candidata apoiada pelo BE.
Dirigindo-se aos seus potenciais eleitores que, respondendo aos apelos do voto útil de Seguro, votaram no candidato apoiado pelo PS, Catarina Martins assegurou que continuarão a encontrar-se “nas tantas lutas que a esquerda tem pela frente”.
Numa leitura dos resultados eleitorais, que colocam Seguro e Ventura na segunda volta, seguidos de João Cotrim Figueiredo, Henrique Gouveia e Melo e Luís Marques Mendes, Catarina Martins considerou ainda que os resultados são negativos para a esquerda no seu todo.
Apontando o resultado “muito expressivo para a extrema-direita e a direita radicalizada”, a candidata manifestou-se preocupada e apontou a reconfiguração e “trumpização” da direita em Portugal.
“A resposta adequada neste momento é votar na segunda volta em António José Seguro, com os olhos bem abertos, para todas as lutas que vão seguir”, insistiu.
Referindo-se a um candidato em particular, Catarina Martins comentou apenas a votação em Luís Marques Mendes, afirmando que “a hecatombe do resultado de Marques Mendes é a hecatombe do Governo e de Luís Montenegro, que são grandes derrotados desta noite”.
Quanto a si, acrescentou que, apesar da deceção face ao resultado, voltaria a candidatar-se e a realizar a campanha da mesma forma se o soubesse à partida.
“Vim a esta campanha para quebrar tabus (…), não alcancei o resultado que queria, mas quero dizer-vos que continuarei a lutar para quebrar cada um destes tabus em Portugal”, sublinhou, acrescentando que “é essa a tarefa da esquerda”.
“Estamos a assistir a uma viragem à direita em Portugal que nos deve preocupar a todos e a esquerda tem de dizer presente. Seguramente poderia ter feito muitas coisas melhor, todos nós podíamos, todos nós devíamos, mas digo-vos muito modestamente que fiz o melhor que pude e o melhor que soube”, concluiu.
Lusa