“É a minha convicção e é também a informação que o senhor ministro da Administração Interna me transmite que este ano teremos a regularização finalmente desse objetivo de termos o segundo meio aéreo na região autónoma” da Madeira, disse o chefe do executivo no debate quinzenal que hoje decorre no parlamento.
O deputado único do JPP, Filipe Sousa, tinha perguntado a Luís Montenegro se podia garantir que o segundo meio aéreo para Madeira será efetivamente uma realidade este ano.
“Temos vindo a trabalhar na questão da localização do segundo meio aéreo de combate a incêndios na região autónoma da Madeira. Estamos num domínio muito particular onde o nível de exigência é muito elevado em todo o território, mas há uma coisa que nós fizemos que foi nunca diminuir a capacidade operacional de ocorrer a situações de emergência e isso nunca esteve em causa”, disse Montenegro.
Na terça-feira, o presidente do Governo da Madeira tinha afirmado que o segundo meio aéreo de combate a incêndios deveria começar a operar ainda este ano, alertando que, se isso não acontecesse, a responsabilidade teria de ser imputada à República.
Na abertura do debate mensal subordinado ao tema da Proteção Civil, que decorreu na sessão plenária de terça-feira na Assembleia Legislativa Regional, Miguel Albuquerque salientou que o ministro da Administração Interna, Luís Neves, prometeu um “helicóptero bombardeiro ligeiro do dispositivo nacional, cujos custos serão assumidos na íntegra pelo Governo da República”.
“Se vem ou se não vem, depende do ministro, não depende de mim, eu não mando no ministro”, afirmou.
Lusa