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Governo admitiu retirar moção de confiança caso inquérito fosse feito em 15 dias, PS rejeitou
Foto: Lusa
Política 11 mar, 2025, 18:44

Governo admitiu retirar moção de confiança caso inquérito fosse feito em 15 dias, PS rejeitou

O ministro dos Assuntos Parlamentares admitiu hoje retirar a moção de confiança caso o PS aceitasse a realização de uma comissão de inquérito à Spinumviva em 15 dias, mas o PS rejeitou.

No debate da moção de confiança ao Governo na Assembleia da República, Pedro Duarte disse que o Governo aceitaria a comissão de inquérito à empresa familiar do primeiro-ministro, Spinumviva, com o âmbito e objetivo já definidos.

Pedro Duarte condicionou a retirada da moção a um compromisso para que a comissão parlamentar de inquérito (CPI) apresentasse “em 15 dias resultados e conclusões” e não em 90 dias, como propôs o PS.

“É uma proposta construtiva, que permite o esclarecimento desejado por aqueles que tanto o reclamam, e que impede que o país seja enlameado e arrastado para um processo que nos vai prejudicar a todos enquanto portugueses”, disse.

O secretário-geral do PS respondeu ao ministro Pedro Duarte que os socialistas não aceitam “nem combinações, nem negociatas com o PSD ou o Governo”.

“Para nós, é fundamental uma comissão parlamentar de inquérito que cumpra as regras de uma comissão parlamentar de inquérito, que seja séria e permita o apuramento da verdade”, defendeu, considerando que o PSD “tinha pedido uma comissão privada de inquérito”.

Pedro Nuno Santos devolveu depois o desafio ao Governo para que “retire a moção de confiança e aceite a comissão parlamentar de inquérito”.

De seguida, o ministro dos Assuntos Parlamentares respondeu que se o PS aceitar a proposta que fez, “naturalmente o Governo retirará a moção de confiança”.

“Se for negativa a sua resposta, isso é muito esclarecedor sobre o que se tem passado” nos últimos dias, defendeu Pedro Duarte.

Pouco depois, a líder parlamentar do PS, Alexandra Leitão, defendeu que uma CPI com 15 dias “não é uma CPI”.

“O prazo mais curto é o de 90 dias. Não é o escrutinado que defende os termos em que é feito o escrutínio”, avisou.

Na sequência deste momento, o líder parlamentar do PSD, Hugo Soares, disse que os partidos que suportam o Governo e o próprio executivo “tentaram tudo para que o país não entrasse novamente numa crise politica”.

“Hoje o PS mostrou-se mais radical do que o Chega. Entre o país e o PS, o PS escolheu o PS”, acusou.

Pelo PS, Pedro Delgado Alves reiterou que “15 dias para uma comissão parlamentar de inquérito não é sério” e que “não pode ser um arranjinho que cria uma farsa de CPI”, reiterando o mesmo apelo ao Governo que foi sendo repetido ao longo do debate: “se quer explicar tudo retire a moção, não fuja à comissão parlamentar de inquérito”.

O ministro dos Assuntos Parlamentares, Pedro Duarte, insistiu que a “proposta do Governo é construtiva” e permitia o “escrutínio total e absoluto” pelas regras que o PS propôs, sendo a “única alteração o prazo e o timing”.

“A máscara do PS está a cair de forma estrondosa neste debate. O que o PS quer é arrastar no tempo este clima de suspeição”, acusou o ministro.

Pelo Chega, André Ventura condenou a “tentativa de conluio direto à procura de ver quem, à porta fechada, salvava a situação”.

“Tentativa brutal de fazer um arranjinho à última hora entre PS e PSD”, disse, acusando o PSD de ter corrido “sempre para os braços do PS” e “por isso que este Governo cai”.

Lusa

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