Tiknaz pôs a equipa portuguesa na frente, aos oito minutos, mas Grifo empatou para os alemães, aos 16, tendo Dorgeles feito o segundo dos bracarenses perto do fim, aos 90+2, ‘anulando’ a grande penalidade falhada por Zalazar em cima do intervalo (45+2).
À procura da sua segunda final europeia, depois da derrota com o FC Porto, em 2011 (1-0), em Dublin, a formação ‘arsenalista’ entrou em campo com oito alterações em relação ao último ‘onze’, já esperadas depois de Carlos Vicens ter poupado vários jogadores nessa deslocação aos Açores para defrontar o Santa Clara, na I Liga (derrota por 2-1).
Sem três centrais de raiz – Barisic, Niakaté e Arrey-Mbi, todos lesionados -, mais um que tem adaptado à posição nos últimos jogos, Moscardo (castigado), o treinador espanhol dos minhotos apostou em Vítor Carvalho, Paulo Oliveira e Lagerbielke nesse setor.
Daí para a frente, a equipa não apresentou novidades, com Vicens a refazer finalmente o trio mais criativo e produtivo, composto pelos autores de mais de metade dos golos da equipa (111): Zalazar (23), Ricardo Horta (21) e Pau Víctor (14).
O jogo começou com um ritmo elevado, com o Sporting de Braga a assumir a iniciativa ofensiva e, logo aos cinco minutos, Pau Víctor, bem servido por Zalazar, atirou ao lado.
Três minutos depois, chegou o primeiro golo da partida: mau corte do defesa esquerdo Makengo que Victor Gómez soube trabalhar da melhor forma, temporizando, primeiro, e assistindo, depois, para a entrada inteligente de Tiknaz, que desviou com o pé esquerdo.
Os minhotos não estiveram muito tempo em vantagem, pagando caro uma falha defensiva, num lance com culpas repartidas entre Paulo Oliveira e Lagerbielke.
Os dois centrais chocaram junto ao meio-campo ao fazerem-se à mesma bola, permitindo a Beste e a Grifo isolarem-se sem oposição, antes de o ex-benfiquista assistir o experiente avançado italiano, que não teve dificuldades em bater Hornicek.
Aos 20 minutos, Ricardo Horta queixou-se da coxa direita, foi assistido e reentrou pouco depois na partida com uma coxa elástica, mas foi ‘sol de pouca dura’, porque o capitão dos ‘arsenalistas’ não aguentou e foi mesmo substituído por Dorgeles (26).
Aos 33 minutos, o Sporting de Braga voltou a levar perigo à área germânica, com uma boa jogada de envolvimento concluída já na área por Dorgeles, e, um minuto depois, João Moutinho tentou de muito longe, mas sem potência.
A terminar a primeira parte, Anthony Taylor, alertado pelo VAR, assinalou grande penalidade por falta de Lienhart sobre Lagerbielke, na sequência de um canto, mas Zalazar, na conversão, não conseguiu ultrapassar Atubolu, que fez uma grande defesa (45+2).
Na segunda parte, o Friburgo mostrou mais frescura física e ameaçou mais a baliza do Sporting de Braga, como aos 64 minutos, num remate de Eggesntein que Hornicek defendeu com dificuldade.
Contudo, seria o Sporting de Braga, num último ‘fôlego’, a chegar ao golo que pode ser muito importante na eliminatória e no objetivo de chegar à final de Istambul, a 20 de maio: Victor Gómez rompeu pela direita, Vítor Carvalho surgiu a rematar no coração da área e Dorgeles fez a recarga vitoriosa.
Lusa