Luis de la Fuente apostou na mesma equipa titular que superou a Bélgica (2-1), nos quartos de final, e a França (2-0), nas meias-finais.
Este ‘onze’ também só tem, aliás, uma alteração em relação aos jogos dos ’16 avos’ (3-0 à Áustria) e dos ‘oitavos’ (1-0 a Portugal), depois dos quais o selecionador espanhol resolveu promover Fabián Ruiz, em desfavor de Pedri.
Assim, a Espanha repete o ‘4-2-3-1’, com Porro, Cubarsí, Laporte e Cucurella, à frente de Unai Simón, Rodri e Ruiz como médios mais defensivos e um trio (Yamal, à direita, Olmo, ao meio, e Baena, na esquerda) no apoio a Oyarzabal.
No que respeita à Argentina, Lionel Scaloni trocou Nahuel Molina, Leandro Paredes e Giuliano Simeone por Gonzalo Montiel, Rodrigo de Paul e Nicolás González, que não tinha sido titular em nenhum dos sete primeiros jogos.
Os argentinos deverão alinhar com Dibu Martínez na baliza, Montiel, Romero, Lisandro Martínez e Tagliafico na defesa, um meio-campo com Enzo Fernández, De Paul, Mac Allister e Nico González, e um ataque com Messi e Julián Alvarez.
Deste ‘onze’, oito jogadores foram titulares na final de 2022, face à França (4-2 no desempate por penáltis, após 3-3 nos 120 minutos), sendo exceções Montiel, Lisandro Martínez e Nico, que substituem Molina, Otamendi e Di María.
A detentora do título Argentina, campeã em 1978, 1986 e 2022, e a Espanha, vencedor em 2010, disputam uma inédita final do Mundial de futebol, cuja 23.ª edição fecha em East Rutherford, nos Estados Unidos.
Para os sul-americanos, trata-se da sétima final (ficam a uma da recordista Alemanha), sendo que perderam as de 1930, 1990 e 2014, enquanto os europeus disputam a segunda, depois de em 2010 terem batido os Países Baixos por 1-0, após prolongamento.
Se inclinar o balanço das finais a seu favor, a Argentina torna-se apenas a terceira seleção a revalidar o cetro, depois de Itália (1934 e 1938) e Brasil (1958 e 1962), enquanto a Espanha pode repetir o feito da Alemanha, que, em 2014, foi a única seleção europeia a vencer na América.
A detentora do cetro europeu empatou o primeiro jogo, com Cabo Verde (0-0) e, depois, venceu os restantes seis, nunca precisando de mais do que 90 minutos, enquanto o conjunto bicampeão sul-americano em título ganhou os sete encontros disputados, mas dois com recurso a prolongamento.
A Espanha, ainda assim, penou para ultrapassar Portugal (1-0), nos ‘oitavos’, e a Bélgica (2-1), nos ‘quartos’, vencendo em ambas as ocasiões com golos ‘tardios’ do suplente Mikel Merino, aos 90+1 e 88 minutos, respetivamente.
Por seu lado, a Argentina sofreu em todos os jogos a eliminar: estava empatada 2-2 com Cabo Verde após 110 minutos, nos ’16 avos’, perdia por 2-0 com o Egito aos 78, nos ‘oitavos’, empatava 1-1 com a Suíça aos 111, nos ‘quartos’, e perdia por 1-0 com a Inglaterra aos 84, nas ‘meias’.
Individualmente, o argentino Lionel Messi é a figura incontornável, pelo seu passado espanhol, no FC Barcelona, e porque, aos 39 anos, feitos em 24 de junho, está a fazer um Mundial2026 incrível, com oito golos e quatro assistências, e vai igualar as três finais do brasileiro Cafu (1994, 1998 e 2002).
Por seu lado, a Espanha tem como principal figura o ‘miúdo’ Lamine Yamal, que, aos 19 anos, completados em 13 de julho, já veste a camisola ‘10’ que era de Messi no ‘Barça’ e estará à espera da final para ‘explodir’ no Mundial2026.
A inédita final da 23.ª edição do Mundial de futebol está marcada para as 15h00 locais (20h00 em Lisboa), no Estádio MetLife, em East Rutherford, com arbitragem do esloveno Slavko Vincic.
Lusa