A Ribeira de São Vicente recebe este fim de semana mais uma jornada do CISET 4×4, num reencontro entre equipas continentais e madeirenses que promete voltar a levar muito público às margens do percurso.
O CISET 4×4 atravessa o Atlântico este fim de semana para uma das jornadas mais características da temporada. Nos dias 22 e 23 de agosto, a Ribeira de São Vicente recebe a 19.ª edição do Super Trial 4×4 São Vicente Madeira, novamente integrada no calendário competitivo.
Depois do Couço, onde areia, lama e água marcaram a competição junto ao Sorraia, o cenário muda por completo. Na Madeira esperam as pedras, os desníveis e o espaço particular da ribeira, num terreno onde a evolução do piso ao longo das mangas pode alterar rapidamente as trajetórias e aumentar a dificuldade.
Mas São Vicente representa também muito mais do que uma mudança de terreno.
A jornada madeirense tornou-se um dos grandes pontos de encontro do Trial 4×4, colocando lado a lado equipas que acompanham regularmente o CISET no Continente e uma forte representação insular, numa competição saudável que se tem tornado parte da identidade da prova.
A lista de inscritos confirma precisamente essa diversidade, com viaturas das classes Unlimited, X-Treme e Promoção e várias formações madeirenses preparadas para medir forças com algumas das equipas que chegam do Continente.
Em São Vicente há ainda um fator que dificilmente aparece nas classificações: o público.
A proximidade entre o percurso e as zonas destinadas aos espectadores ajuda a criar um ambiente muito próprio, e espera-se novamente uma grande moldura humana ao longo do fim de semana, acompanhando uma prova que tradicionalmente mobiliza adeptos locais do todo-o-terreno e do desporto automóvel.
Sábado prolonga a competição pela noite
Depois das verificações administrativas e técnicas e do briefing obrigatório, o prólogo está marcado para as 19h00. Duas horas depois, às 21h00, começa a primeira manga de resistência. Unlimited e X-Treme terão uma hora de competição, enquanto a Promoção disputa uma manga mais curta.
A entrada da noite é uma das imagens mais particulares de São Vicente.
Com a luz a desaparecer entre as encostas, os faróis passam a fazer parte da equação e o percurso ganha uma configuração diferente daquela encontrada durante o dia. À dificuldade natural do terreno junta-se a necessidade de interpretar obstáculos e trajetórias com uma visibilidade muito diferente.
Domingo decide a jornada
A formação da grelha está prevista para as 14h30, seguindo-se, às 15h00, o início da segunda manga de resistência. Unlimited e X-Treme terão duas horas de competição, enquanto a Promoção disputa uma hora, antes da publicação dos resultados e da entrega de prémios no Parque Urbano de São Vicente.
Será também a altura em que máquinas e equipas terão de gerir tudo aquilo que São Vicente vai acumulando: pedras deslocadas, trajetórias alteradas, desgaste mecânico e um terreno cada vez mais trabalhado pela passagem sucessiva das viaturas.
Depois da amplitude e das travessias do Sorraia, no Couço, o CISET encontra assim um desafio quase oposto.
São Vicente oferece menos espaço, mais pedra e uma proximidade entre competição e público difícil de reproduzir noutros cenários.
E, uma vez mais, haverá também aquele ingrediente que a viagem à Madeira acrescenta ao campeonato: equipas do Continente e da ilha frente a frente, adversárias quando o cronómetro começa a contar e companheiras de modalidade assim que os motores se calam.
O espetáculo começa sábado, na Ribeira de São Vicente.



